Funcionário que ajudou em roubo da Protege é preso

Supervisor se contradisse durante depoimento; empresa de segurança na zona oeste teve R$ 20 mi levados

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2011 | 03h01

A quadrilha que levou, em 16 de outubro, pelo menos R$ 20 milhões da sede da Protege na Água Branca, zona oeste de São Paulo, teve a ajuda de um funcionário da empresa. O supervisor Rogério Luiz Fernandes, de 32 anos, foi preso na quarta-feira acusado de facilitar a ação dos bandidos. Em princípio, os policiais acreditavam que ele era vítima do bando.

No dia do crime, Fernandes alegou que foi sequestrado pelos ladrões quando deixava a sua casa, na zona norte, por volta das 17h. Os bandidos teriam forjado um cinturão de explosivos e colocado ao redor do funcionário da Protege, dizendo que o explodiria caso fizesse algo de errado. Posteriormente, policiais militares descobriram que o explosivo era, na verdade, feito de papelão recheado de grafite. Segundo a polícia, a versão fantasiosa de Fernandes incluía ainda ameaças de que, caso não facilitasse a vida dos bandidos, teria a família feita refém pelos criminosos.

Ele disse que, por esse motivo, entrou na sede da Protege acompanhado pelos criminosos, facilitando a entrada deles, que estariam vestidos com uniformes da empresa e crachás falsos. O grupo passou por outros funcionários, levou malotes de dinheiro e fugiu em um carro-forte. O supervisor foi abandonado nas proximidades da Rua Luiz Gatti. Lá, a quadrilha se dividiu em vários carros levando o dinheiro.

Informações privilegiadas. Desde o início das investigações, a Polícia Civil notou indícios de que algum funcionário com informações privilegiadas teria colaborado com os bandidos. As contradições de Fernandes sobre o que aconteceu no dia do crime levaram os responsáveis pela 5.ª Delegacia do Patrimônio (Roubo a Banco), do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), a pedirem sua prisão temporária.

Segundo a Protege, "informações obtidas por seus recursos de monitoramento, redundância de equipamentos de segurança e processos operacionais permitiram o rastreamento de dados de extrema importância para a investigação", disse a empresa, em nota.

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