Funcionário de Subprefeitura é morto na frente de comitê

Supervisor de Habitação do Campo Limpo foi executado diante de escritório do vereador Antonio Carlos Rodrigues

O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h07

O supervisor de Habitação da Subprefeitura do Campo Limpo, Orlando Accácio Ferreira, de 54 anos, foi morto com três tiros anteontem à noite na frente do comitê eleitoral do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), na Estrada de Itapecerica, zona sul de São Paulo. O responsável pelos disparos conseguiu fugir e não havia sido encontrado pela polícia até as 20 horas de ontem.

Uma câmera de vigilância na frente do comitê flagrou o momento em que Ferreira foi assassinado, às 18h40. Ele estava com outros partidários de Antonio Carlos Rodrigues, quando um homem desceu de uma moto e disparou três vezes. Pouco antes de o criminoso atingir Ferreira, as pessoas que estavam por perto se afastaram e o supervisor ficou sozinho, como único alvo do atirador. Ele levou três tiros - dois nas costas e um na barriga.

Em seguida, o criminoso pegou a moto e voltou por onde veio, pela contramão da Estrada de Itapecerica, sem levar nada. Ele estava sozinho. As imagens mostram a clara intenção do criminoso em executar Ferreira e descartam qualquer possibilidade de uma tentativa de assalto.

Segundo testemunhas, o supervisor chegou ao comitê para participar de uma reunião política. O movimento no local era bastante intenso porque, além do evento, o prédio recebia também alunos de um curso técnico nos andares superiores.

O supervisor de Habitação foi socorrido imediatamente pelas pessoas que estavam no comitê e levado para o Hospital do Campo Limpo, onde morreu.

O caso foi registrado no 37.º Distrito Policial (Campo Limpo), mas será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Além das imagens, a polícia não tem até agora nenhuma outra pista que leve ao atirador.

Os motivos que fizeram o criminoso atirar contra Ferreira também são um mistério. Como supervisor de Habitação da Subprefeitura de Campo Limpo, ele acompanhava os processos de liberação dos imóveis no bairro, função que poderia fazer com que tivesse desafetos. Um dos principais apoiadores de Antonio Carlos Rodrigues na região, ele ainda poderia despertar inimizades por questões políticas. Também não foi descartada a possibilidade de uma rixa banal, por motivos pessoais.

O corpo de Ferreira foi enterrado na tarde de ontem no Cemitério Gethsemani, no Morumbi, também na zona sul. Para parentes e amigos, o crime também é um mistério. / W.C.

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