'Funciona bem, mas fica longe'

Usuária tem de andar 5 minutos até a lixeira

O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2012 | 03h03

"A ideia é boa, mas seria melhor se a lixeira ficasse na frente do prédio", diz Roslaine Nunes da Silva, de 19 anos. Atendente de lanchonete, ela tem de caminhar com o saco de lixo na mão por cinco minutos para poder descarregar. "É só encostar o cartão que tudo funciona. Além de rápido, é mais higiênico. O único problema é a distância."

Há 15 dias, o sidetainer instalado na Avenida Rebouças atende funcionários e frequentadores do Condomínio Barão de Água Branca, na Avenida Brigadeiro Faria Lima. O edifício possui 168 conjuntos comerciais, além de galeria com três restaurantes e nove lojas. O síndico, João Francisco Chaves, de 48 anos, só vê vantagens no modelo.

"Antes, tínhamos de armazenar os sacos de lixo do prédio na garagem. De acordo com o volume, o cheiro ficava bem ruim. Agora, podemos fazer o descarte a qualquer hora do dia e da noite."

Os cartões magnéticos ficam com o porteiro do prédio, que os entrega aos funcionários que precisam fazer uso do sistema. "Eles vêm, pegam o cartão e devolvem em seguida. É ótimo, tira todos os sacos de lixo aqui da frente", diz Ednaldo da Silva, de 42 anos.

Inspirado em modelos internacionais, como o de Barcelona - onde sacos de lixo são sugados por um sistema subterrâneo que já destina o lixo à reciclagem ou ao aterro - , o sistema paulistano só enfrenta um problema: o emaranhado de tubulações debaixo da calçada. Para instalar um bigtainer, é preciso antes estudar a área para não cortar redes de água, gás ou mesmo energia.

O processo dura, em média, uma semana e depende da obtenção de licenças municipais, além de interdição do passeio e, às vezes, do trânsito. Mas, apesar das dificuldades, veio para ficar. "Quem sabe depois teremos um na frente da loja? Aí, vai ficar ainda mais fácil", diz Reslaine. /A.F.

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