Frota da cidade não acompanha o crescimento

Se o número de passageiros dos ônibus não para de crescer, a frota de coletivos da cidade está estagnada há anos. Comparando dados da SPTrans de 2008 e 2011, o número de passageiros cresceu 7%. E o de veículos, contando ônibus e lotações, apenas 0,8% - menos até do que o crescimento da população, que foi de 2,2% no período, segundo a Fundação Seade.

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2011 | 03h04

A SPTrans diz compensar aumento de passageiros com medidas, como troca de ônibus comuns por articulados e instalação de faixas exclusivas. Em nota, a Prefeitura informa que "instalou 74 faixas exclusivas, priorizando tráfego dos coletivos".

Mas o maior crescimento não é nos lotações. O recorde de agosto foi puxado pelos micro-ônibus que fazem rotas menores e não podem ser trocados: 109 milhões de viagens no mês. Contando apenas ônibus, agosto ficou atrás apenas de outubro de 2008, quando 159 milhões de pessoas usaram coletivos (em agosto deste ano, foram 155 milhões).

"São Paulo já tentou de tudo. A cidade remunerava empresas por número de ônibus, agora é por número de passageiros. Mas nunca houve um modelo sustentável financeiramente que permitisse ampliar a frota", diz Creso de Franco Peixoto, da FEI.

É comum que especialistas digam que, com inauguração de novas estações do Metrô, mais gente ande de ônibus - o usuário acaba tendo de usar coletivo para completar a viagem. A SPTrans diz que está acompanhando o movimento das linhas de ônibus após inauguração da Linha 4-Amarela para tirar conclusão.

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