Frevo está mais perto de virar patrimônio mundial

Ministra anunciou que título pode ser dado pela Unesco em novembro; em Olinda, encontro de bonecos teve 25ª edição

ANGELA LACERDA , RECIFE, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2012 | 03h00

O frevo, tão decantado em Pernambuco, está mais perto de se tornar Patrimônio Imaterial da Humanidade. A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que assistiu à apresentação de maracatus de baque virado no Pátio do Terço, no Recife, no fim da noite de anteontem, informou que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura (Unesco) vai julgar o pedido em novembro, em Barbados, no Caribe. O governo brasileiro espera há dois anos pela avaliação. "Com certeza vai ser aprovado", disse ela, confiante.

Enquanto a ministra dava entrevista, perto dali, no Palco do Marco Zero, no Recife Antigo, o multiartista Antulio Madureira empolgava o público com sua inventividade e alegria. Sob o título de O passo no frevo, ele homenageou Luiz Gonzaga, no ano do centenário do seu nascimento, com releituras de músicas como Xote das Meninas e Pagode Russo.

Bonecos. No Largo de Guadalupe, em Olinda, ocorreu ontem a 25.ª edição do encontro dos bonecos gigantes, com cem participantes. O que personifica Luiz Gonzaga saiu à frente do cortejo, sob forte chuva, pesando cerca de 40 quilos. Ele foi levado pelo experiente Pedro Mandabeira, de 53 anos, há 22 o carregador oficial do mais famoso e antigo boneco gigante da cidade - O Homem da Meia Noite, que completou 80 anos e não participou do encontro.

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