Frentista atropelado em Ribeirão Preto volta ao trabalho

Após 4 cirurgias, Carlos Alaetes está 'satisfeito' em poder trabalhar e espera fim do caso na Justiça

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2008 | 16h16

Depois de seis meses, o frentista Carlos Alaetes Pereira Silva, de 37 anos, atropelado por um estudante universitário embriagado, em fevereiro, voltou nesta segunda-feira, 4, ao trabalho. "Foi uma vitória e tenho que agradecer a Deus por isso, pois ele me protegeu", comentou Silva. "Estou satisfeito em voltar a trabalhar."   Veja também: Vídeo do atropelamento   Frentista atropelado em Ribeirão Preto pede indenização Estudante que atropelou frentista deve receber nova denúncia   Após a experiência dramática provocada por um jovem embriagado, Silva está contente em retornar ao serviço como frentista. Sofreu quatro cirurgias e agora ele quer vida nova. Ainda precisa tomar cuidados especiais, como evitar o sol e o calor do fogo, mas está otimista.   O frentista também aguarda o desfecho do caso na Justiça. O estudante universitário Caio Meneghetti Fleury Lombard, de 19 anos, não foi preso em flagrante e sua família nada ajudou no atendimento ao frentista. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, determinou ao promotor do caso que o estudante seja denunciado por tentativa de homicídio doloso (intencional) e que vá a júri popular.   Lombard tinha saído de um trote universitário, embriagado e com frascos de lança-perfume no carro. Ele atravessou uma avenida, em alta velocidade, e atropelou Silva, que sofreu traumatismo craniano. Lombard acelerou o veículo na tentativa de fugir do local do incidente, com Silva sob o carro, mas foi contido por várias testemunhas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.