Freire nega as acusações, mas admite conhecê-las

Maurício Lemos Freire negou, em depoimento prestado à Corregedoria da Polícia Civil, que tenha encoberto a fraude no concurso. O ex-delegado-geral disse que a denúncia não foi protocolada e apenas mencionava supostas irregularidades.

B.T. e M.G., O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2010 | 00h00

Em um primeiro depoimento, admitiu conhecê-la e afirmou ter contado com a anuência dos integrantes da banca e do então delegado-geral, Marco Antônio Desgualdo, para resolver o caso sem cancelar o concurso.

Os peritos queriam que Freire afastasse da presidência da banca examinadora o perito Osvaldo Negrini e excluísse do concurso os candidatos que teriam sido indevidamente aprovados. Ele não fez uma coisa nem outra.

Defesa. Após seu primeiro depoimento na Corregedoria da Polícia Civil, em 23 de dezembro do ano passado, o ex-delegado-geral tomou uma providência: contratou como advogado Ronaldo Bretas Marzagão, seu ex-chefe ? Marzagão foi secretário da Segurança Pública de 2007 a 2009 ? para defendê-lo.

Marzagão aceitou e acompanhou Freire em seu depoimento na Corregedoria em dia 5 de março, quando o ex-delegado-geral afirmou que não era sua atribuição afastar Negrini ou refazer a lista de aprovados. Também disse que os documentos da denúncia não foram protocolados e afirmou ter tido apenas conhecimento informal de parte da documentação.

Segundo Freire, ele estava cansado em seu primeiro depoimento, por isso teria admitido que recebeu os documentos que relatavam a fraude.

Negrini alega ainda que a denúncia contra ele foi uma forma encontrada por seus inimigos para impedir que assumisse a direção do Instituto de Criminalística (IC). O Estado procurou o advogado Ronaldo Bretas Marzagão e o perito Osvaldo Negrini, mas não conseguiu localizá-los para que apresentassem suas versões sobre o caso.

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