Franca deverá normalizar abastecimento de água no sábado

Sabesp notificou que 50 caminhões-pipa continuariam levando água aos moradores até normalização

Brás Henrique , Agência Estado

25 de julho de 2008 | 17h55

Se nada mais atrapalhar, até o final da manhã de sábado, 26, todo o abastecimento de água de Franca, na região de Ribeirão Preto, será normalizado. "Não vamos desmobilizar nossa estrutura até que tenhamos 100% da cidade abastecida pela água", afirmou o diretor distrital da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Rui César Rodrigues Bueno. Até a tarde desta sexta-feira, 25, segundo ele, a Estação de Tratamento de Água estava operando com 90% de sua capacidade, e abastecimento das residências de até 60%. A previsão era de que à noite esse volume chegaria aos 90%. Bueno também avisou que cerca de 50 caminhões-pipa continuariam levando água aos moradores à noite, como ocorreu na noite de quinta-feira, 24. Esse serviço terminará por volta de 2 horas da madrugada desta sexta-feira, 25, em vários bairros da região leste e sudoeste de Franca, os pontos mais críticos de desabastecimento. Os funcionários da Sabesp também trabalharão à noite para evitar qualquer surpresa. Bueno informou também que, na tarde de quinta-feira, 24, ocorreu um pequeno incidente no Parque Santa Bárbara, na periferia, com protestos de moradores pelo atraso na entrega de água por um caminhão-pipa.  Houve um princípio de confusão e a Polícia Militar foi acionada para evitar confusão e dispersar as pessoas. "Os moradores não queriam deixar o caminhão vazio sair, mas os funcionários mostraram que era necessário sair para carregar e voltar com mais água", explicou Bueno. Mais de 80% das residências de Franca ficaram sem água durante a semana e o prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) decretou estado de emergência na noite de quarta-feira, 23. O problema surgiu no domingo, 20, durante a intervenção programada na adutora do Rio Canoas, responsável por cerca de 85% do abastecimento de água do município - os outros 15% são captados no Córrego Pouso Alegre. "O terreno é difícil para se trabalhar, formado por turfas e saibro, e para chegarmos à tubulação tivemos que remover o solo ao redor, num serviço arriscado", comentou Bueno. Na noite de segunda-feira, 21, houve rompimento da tubulação, o que causou a falta de água. 

Tudo o que sabemos sobre:
águafranca

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.