Fortaleza tem até favela em orla de praia famosa

Um dos principais cartões-postais de Fortaleza, a Praia de Iracema está abandonada. Um projeto da prefeitura para revitalização da área se arrasta há dois anos sem praticamente nenhum efeito. Ele prevê tombamento de prédios históricos, construção de um oceanário e retirada de uma favela, mas emperra em entraves burocráticos.

Clarissa Thomé e Carmen Pompeu,

03 de outubro de 2010 | 00h12

São mais de 200 famílias na área invadida e a prefeitura quer removê-los para outro local, no subúrbio da cidade, mas os moradores só sairão se forem indenizados.

O projeto de maior volume de recursos para a Praia de Iracema é o do "Acquário". Trata-se de um oceanário com o custo estimado em R$ 250 milhões. O dinheiro viria da iniciativa privada, mas o projeto parou por falta de licença ambiental. Hoje o prédio abriga diversos moradores de rua.

Rio. Insegurança, limpeza urbana insuficiente, má qualidade das informações turísticas. As queixas mais comuns dos turistas estrangeiros que aparecem nas pesquisas de opinião não explicam a queda do número de visitantes de fora, afirma o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Henrico Ferni. "A questão é econômica. O real está valorizado e a força da moeda é o maior empecilho para a vinda de turistas estrangeiros. O Brasil se tornou um destino caro", avalia.

O que manteve o setor, explica, foi o turismo interno, fomentado principalmente pelo aumento do poder aquisitivo. "Em 15 anos, 30 milhões de brasileiros entraram na nossa base de consumo. São pessoas que viajam pagando a prazo."

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