Fórmula escolhida pelo Estado falhou na gestão Kassab

CENÁRIO: Adriana Ferraz

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2013 | 02h05

Tentar delegar à iniciativa privada a responsabilidade de construir, equipar e custear serviços hospitalares não chega a ser uma novidade em São Paulo. O ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) trilhou o mesmo caminho em seu governo. Em 2011, lançou uma PPP para a construção de três novas unidades e a reforma de outras nove. A proposta foi barrada pelo Tribunal de Contas do Município e pelo próprio mercado, que exigia mais garantias financeiras para embarcar em um projeto de longo prazo - a concessão era de 15 anos - avaliado em R$ 6 bilhões.

Desta vez, a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) conta com o interesse da iniciativa privada - 20 empresas responderam ao chamado público -, mas pode escorregar no risco político. Falta pouco mais de um ano para as eleições estaduais, tempo considerado exíguo para uma empresa ou mesmo um consórcio aceitar uma parceira que requer um investimento de R$ 4,8 bilhões pelos próximos 20 anos.

Se vingar, porém, o modelo deve abrir precedente. Talvez até na Prefeitura, em que Fernando Haddad (PT) não descarta fazer uma nova tentativa.

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