WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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Forças da sociedade fizeram política com morte de homem no Minhocão, diz Haddad

Prefeito afirmou que acidente fatal poderia ter sido evitado com o uso da ciclovia sob o elevado

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

23 de agosto de 2015 | 13h26

Atualizada às 7h33 de 24/8

SÃO PAULO - Durante a inauguração da ciclovia na Avenida Bernardino de Campos, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que “forças da sociedade” fizeram “política partidária” em relação à morte de um idoso na semana passada, atropelado por um ciclista sob o Elevado Costa e Silva, o Minhocão. Haddad disse também que, se a ciclovia estivesse sendo usada, “muito provavelmente um acidente fatal não aconteceria”.

“O que causa angústia é quando algumas forças da sociedade acabam fazendo de episódios lamentáveis como esse, em que um cidadão perdeu a vida, um expediente para fazer política partidária. Porque isso me parece um grande desrespeito com a cidade e com os parentes da vítima”, disse o prefeito.

Segundo Haddad, independentemente de ter acontecido ou não na ciclovia, o episódio é “dolorido” porque “uma vida se perdeu”. “Mas, quando a gente discute política pública, temos de ter mais responsabilidade”, afirmou o prefeito.

Acidente. Na sexta-feira, a perícia confirmou a versão do acidente dada pelo administrador de empresas Gilmar Alencar, de 45 anos, condutor da bicicleta que atingiu o aposentado Florisvaldo Carvalho Rocha, de 78 anos: o atropelamento foi na rua, e não na ciclovia instalada embaixo do elevado.

O vereador Gilberto Natalini (PV) enviou uma carta ao prefeito na quinta-feira passada pedindo a suspensão da ciclovia sob o Minhocão para a realização de melhorias no local que evitem novos conflitos.

Natalini disse ao Estado que vai entrar com representação hoje junto ao Ministério Público Estadual (MPE) para que o órgão avalie a responsabilização do prefeito e do secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, na ocorrência que matou Rocha. “Alguém tem de ser responsável pelos riscos que as pessoas correm quando existe uma obra pública que cria esses riscos”, disse.

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