Força terá ajuda de psicólogos e sociólogos

Os militares da Força de Pacificação do Exército no Complexo do Alemão vão contar com o apoio de sociólogos, antropólogos e psicólogos para ajudar a melhorar o relacionamento com a comunidade. Desde o início da semana, moradores têm reclamado da truculência dos soldados durante as abordagens. Ontem, os acessos ao conjunto de favelas continuaram com policiamento reforçado. Quatro bases fixas de patrulhamento foram montadas em locais considerados estratégicos pelo Exército.

Tiago Rogero / RIO, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2011 | 00h00

O comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, disse que o Exército fará uma reaproximação com a comunidade para tentar restabelecer a confiança. Ele se reuniu ontem com o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, na sede da Força, no Alemão. "Realizamos periodicamente encontros com a comunidade para ouvir as demandas e reclamações. A partir de agora, cada uma dessas reuniões vai contar com a presença de um representante da Força", disse Neves.

Confronto. Também estiveram no Alemão uma procuradora e três promotores do Ministério Público Militar, que acompanham o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar se houve excessos por parte dos soldados envolvidos no confronto de domingo à noite com moradores que assistiam a um jogo de futebol em um bar. Na quarta-feira, quatro soldados foram afastados.

O promotor Luciano Gorrilhas entendeu os conflitos desta semana como uma "ação orquestrada pelo tráfico para diminuir a autoridade do Exército". Mesmo assim, promotores divulgaram o telefone 0800-021-7500 para receber denúncias de moradores que se sentirem intimidados pela tropa.

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