Força Sindical repudia confronto entre PM e Polícia Civil

Em comunicado, a associação diz que é 'intolerável' os metódos utilizados pelo governo contra servidores

Agência Estado,

16 de outubro de 2008 | 18h03

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força Sindical, divulgou nota no fim da tarde desta quinta-feira, 16, repudiando o confronto entre a Polícia Militar e Polícia Civil na capital paulista. O combate ocorreu quando uma passeata de policiais civis se aproximava da sede do governo, o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Em greve há um mês, os policiais foram contidos por homens da PM, que reagiram com tiros de bala de borracha e bombas de efeito moral.   Veja também: Policiais civis e militares entram em confronto no Morumbi Cruzamento entre Morumbi e Giovanni Gronchi está fechado Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve'  Todas as notícias sobre a greve    A nota, assinada também pelo secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, informa que a entidade "repudia com veemência o tratamento dispensado pelo governador José Serra aos policiais civis". Até o momento, o governador não se pronunciou oficialmente sobre o confronto. A assessoria do Palácio disse que o confronto começou no momento em que o comando grevista aceitou proposta do governo de enviar um representante ao local onde estava concentrada a manifestação para receber um documento com a posição dos manifestantes.   No comunicado, a Força Sindical destaca: "É intolerável que um governador eleito democraticamente utilize métodos truculentos contra servidores em luta. Demandamos que o governo do Estado retome o caminho da negociação e atenda as justas reivindicações dos policiais civis, pois valorizar a função e a carreira do policial é parte fundamental de uma política de segurança pública democrática e eficiente."

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