Força Aérea usa frota de crise para transportar feridos

Helicópteros pesados H-60 Blackhawk e aeronaves com UTI participaram do auxílio aos feridos

ROBERTO GODOY, O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2013 | 02h06

Helicópteros, médicos, enfermeiros, UTIs aéreas, suprimentos e tropas - por volta do meio-dia os Comandos da Aeronáutica e do Exército já haviam mobilizado cerca de 300 militares e recursos de apoio para dar suporte à operação de socorro às vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria.

Duas horas depois de o Corpo de Bombeiros ter declarado a emergência em nível quatro, o mais elevado da escala, soldados da 3ª Divisão do Exército, cuja base fica na cidade, chegaram ao local para reforçar as equipes de atendimento.

O esquema mais amplo é o da Força Aérea, que mantém uma base em Santa Maria. A FAB está atuando com uma frota de crise, composta por helicópteros pesados H-60 Blackhawk, de emprego geral, e outros quatro tipos de aeronaves para emprego na condição de Unidades de Terapia Intensiva Aerotransportadas.

São turboélices C-97 Brasília, C-95 Bandeirante, C-98 Caravan e, de maior porte, o SC-105 Amazonas. Da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, foi enviado um grande C-130 Hércules virtualmente convertido em uma enfermaria de queimados e de trauma. A bordo, seguiram cirurgiões plásticos especializados no atendimento a feridos pelo fogo - um risco permanente na aviação militar - médicos traumatologistas e intensivistas, equipes de enfermagem, mais os suprimentos, medicamentos e material de consumo imediato. O pessoal foi deslocado do Hospital da Força Aérea, no Rio, e do Hospital da Aeronáutica de Canoas, no Rio Grande do Sul.

Chances. De acordo com o ministro da Defesa, Celso Amorim, o envolvimento rápido dos times médicos da Defesa, "obedeceu à regra de que as chances das vítimas de queimaduras são maiores quanto mais rápido forem submetidos aos primeiros procedimentos médicos".

O deslocamento rápido segue o mesmo padrão previsto no Alerta Vermelho, em situações de intervenção das Forças em combate, por exemplo. Além dos grupos que estão trabalhando em campo, a retaguarda de comunicações e mobilidade também foi ativada.

Por volta das 18 horas de ontem, esses esquadrões estavam empenhados em localizar, e estabelecer a disponibilidade, de especialistas civis cujos serviços viessem a ser necessários.

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