'Foram R$ 500 de passagem e R$ 300 de remarcação'

O publicitário Rafael Diniz, de 27 anos, comprou uma passagem da Gol de São Paulo a Belo Horizonte por R$ 130, mas precisou adiar a viagem por tempo indeterminado. "Se fosse remarcar para viajar no dia seguinte, sairia o dobro do valor. Preferi cancelar e de todo jeito paguei R$ 80. Se quisesse o dinheiro de volta, pagaria mais R$ 20. Não quis. Fiquei com um crédito na Gol."

O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2012 | 03h04

Para não pagar o preço de desistir de uma viagem a Curitiba, a empresária Livia Duarte, de 28 anos, remarcou seu compromisso. "Vou tentar usar a passagem. Comprei na promoção e acho até normal eles cobrarem a diferença de tarifa na remarcação, mas R$ 80 pelo serviço? Não vale a pena", diz Livia, que pagou R$ 99 pelo trecho entre Belo Horizonte e Curitiba.

No caso de viagens internacionais, o valor cobrado é ainda maior: a Gol multa de U$ 50 a U$ 80 o passageiro por remarcação ou no-show (quando o cliente não comparece ao embarque e quer usar a passagem depois). Já a TAM cobra no mínimo US$ 75 (voos para a América do Sul), US$ 125 (Europa) ou US$ 150 (Estados Unidos) por trecho.

Por causa de uma mudança na data das férias, o vendedor Raul Gomes, de 32 anos, teve de remarcar uma viagem a Buenos Aires. "Foram R$ 500 de passagem e quase R$ 300 de remarcação. Doeu no bolso." / N.C.

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