Fora, a população se espremia; dentro, o governo comemorava

O acesso ao público só foi liberado às 13h23, depois que autoridades saíram; atenderam-se aos gritos de 'Abre, abre'

Cristiane Bomfim e R.M., O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2010 | 00h00

Parecia dia de liquidação em loja de departamento. Ao meio-dia na Estação Consolação do Metrô, cerca de 200 pessoas se aglomeravam no acesso à esteira rolante que leva até a Estação Paulista, da Linha 4-Amarela. A abertura do acesso ao público estava marcada para as 13h, mas ocorreu às 13h23, quando o número de pessoas já era bem maior.

A passagem só foi liberada pelos seguranças depois que autoridades saíram da estação e com o clamor popular: "Abre, abre, abre". Os estudantes universitários Fabrício Muller e Rodrigo Torres, ambos de 18 anos, aguardaram uma hora e engrossaram o coro pela abertura do acesso. Eles saíram da aula e foram direto para a Consolação. Esperaram uma hora pela abertura.

Acesso liberado e corre-corre. Todos queriam ser os primeiros a chegar à nova estação e entrar no novo trem. Os usuários foram recepcionados pela bateria da escola de samba Tom Maior e um grupo de música japonesa. Com máquinas fotográficas, registravam cada detalhe. "Minha vida vai ficar melhor agora, já que não vou precisar mais pegar ônibus até o Largo da Batata", disse a auxiliar de restaurante Bruna Lopes, de 25 anos.

Durante a cerimônia oficial, a mesma confusão se repetiu na tentativa dos seguranças de isolar as autoridades do restante dos presentes. Um repórter que tentava colocar o gravador em frente ao governador Albert Goldman (PSDB) levou um tapa dos seguranças. Também participaram da inauguração o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

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