Alex Silva
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Foliões tomam praça no centro de São Paulo em blocos de pré-carnaval

Festa na Praça Dom José Gaspar é marcada por repertório autoral, mas também conta com as tradicionais marchinhas

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2016 | 18h17

SÃO PAULO - A Praça Dom José Gaspar, no centro de São Paulo foi tomada na tarde deste sábado, 23, por confetes, espuma, glitter e flores. O carnaval já começou com os blocos de rua paulistanos, que oferecem ao público um repertório autoral, além de marchinhas de carnaval e até músicas internacionais.

A festa, chamada "Baile do Repique", é composta por sete blocos que se apresentam em um palco ao ar livre até as 22 horas. O evento teve início às 15 horas.

O bloco Agora Vai colore o carnaval paulistano de roxo e amarelo desde 2004, entoando marchas de carnaval antigas. Uma das organizadoras do grupo, a atriz Paula Flecha Dourada, de 40 anos, disse que a festa protagonizada pelos blocos está "de altíssimo nível este ano".

"É muito gostoso ver essa celebração pacífica, de alto astral. São Paulo está mostrando que tem, sim, uma vibe boa. Fico feliz por isso", afirmou Paula. Para ela, tocar em bloco é uma "brincadeira política" de estar "ocupando a rua com festa e celebração".

O economista Paulo Luís, de 24 anos, fantasiou-se do personagem Fred, do desenho animado Flintstones, para curtir os blocos de rua do Baile do Repique com amigos. Um deles trabalha no evento. "Vim fazer inveja nele. Eu aproveito e bebo, enquanto ele trabalha", disse. Ele conta que a fantasia, comprada hoje, foi a primeira que viu na loja. Esta é a primeira festa de carnaval de rua do economista em 2016.

O casal Dayane Bellini, de 31 anos, e Frank Lins, de 30, pulou carnaval pela primeira vez na companhia da filha Sophia, de um ano e seis meses. "É para começar a curtir o carnaval desde cedo", afirmou Dayane. Ela explica que escolheu o Baile do Repique por ser mais acessível."Eu tinha uma ideia,  pelo que meus amigos falaram, que seria mais tranquilo. Então, tento ficar mais para fora da parte onde está cheio de gente", disse, enquanto checava se Sophia continuava dormindo no carrinho de bebê.

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