Folheto da PM causa polêmica ao retratar negro como criminoso

Folheto da PM causa polêmica ao retratar negro como criminoso

Panfleto distribuído em escolas visava a alertar para cuidados com a segurança na rua e em casa, mas acabou reforçando preconceitos

O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 23h06

SÃO PAULO - A distribuição de um folheto com dicas de segurança pela Polícia Militar causou polêmica em Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo, por retratar um homem negro como criminoso. Na ilustração, o homem tem cabelo "black power" e está com uma arma na mão. Com o intuito de educar, o panfleto acabou reforçando preconceitos.

O folheto foi distribuído em escolas e fazia parte do projeto Educação Para a Segurança, segundo a PM. O folder visa a indicar procedimentos que aumentem a segurança em casa, como ter a chave a mãos quando estiver se aproximando da residência para evitar ser abordado por bandidos. O homem negro ilustra a seção destinada à "alguém em sua porta", que traz dicas para evitar estranhos dentro de casa. Uma das sugestões é analisar as credenciais de funcionários cujos serviços não foram solicitados.

A PM informou, em nota, que os impressos são antigos e já foram retirados de circulação com o "objetivo de evitar interpretações equivocadas e oportunistas que nada contribuem para a questão racial." A corporação disse ainda que as ilustrações foram feitas por um cartunista e policial militar negro, "concebidas sem qualquer intenção preconceituosa racial, até porque, na Polícia Militar, instituição orientada por princípios de Direitos Humanos, grande parte do efetivo é afrodescendente".

A polícia explicou que a paleta de cores usada nos desenhos exprime as "diversas nuances da epiderme do povo brasileiro, podendo variar do claro ao escuro em qualquer personagem, não importando o papel, contexto ou função que desempenha em cada cartoon."

Tudo o que sabemos sobre:
negrosPolícia Militarracismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.