Foi-se a mansão, ficou o nome da ilustre moradora

Um costume que se repete em vários quarteirões da Avenida Paulista é o de nomear os prédios ali erguidos em homenagem aos donos dos casarões que antes ocupavam o mesmo lote. Foi isso o que ocorreu no número 1.745 da avenida, bem na esquina com a Rua Peixoto Gomide. Lá hoje está o Edifício Baronesa de Arary, o primeiro - e até hoje o maior - edifício residencial da via.

EDISON VEIGA, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2011 | 03h02

Ele ficou famoso por seus moradores ilustres: suas formas retangulares, que lhe renderam o nada pomposo apelido de "Cortição da Paulista", já abrigaram figuras como Walmor Chagas, Cacilda Becker, Sérgio Cardoso e Elke Maravilha.

Há quase 100 anos, porém, o cenário nessa mesma esquina era outro. Em 1916, um enorme casarão branco de três andares, cujo projeto é reproduzido ao lado, foi finalizado - obra do arquiteto francês radicado no Brasil Victor Dubugras (1868-1933), considerado um dos pais da arquitetura moderna na América Latina. Sua proprietária era a Baronesa de Arary, uma das únicas representantes da antiga nobreza imperial na Avenida Paulista, povoada principalmente por empresários, profissionais liberais e imigrantes.

Filha de grandes proprietários rurais e produtores de café do interior, a baronesa já havia morado nos bairros centrais dos Campos Elísios e de Higienópolis, e se mudou para a Paulista no auge do seu glamour aristocrático. Ela morou lá até morrer, em 1951. Pouco mais de três anos depois, em 1954, o edifício que leva o seu nome já estava completamente pronto e inaugurado.

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