''Foi mais difícil do que encontrar agulha no palheiro''

O comandante da Capitania dos Portos, Walter Bombarda, chorou ao ver o reencontro dos pescadores com suas famílias. "Estamos comemorando algo que, estatisticamente, é muito difícil de ocorrer", disse. Segundo ele, as buscas desse tipo são delicadas. "Foi mais difícil do que encontrar agulha no palheiro."

Tiago Rogero, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2011 | 00h00

De acordo com o comandante, os trabalhos são visuais. A embarcação em que estavam os pescadores, por exemplo, dificilmente aparece no radar. "Além de ser um barco pequeno, a madeira reflete mal as ondas eletromagnéticas", afirmou. Bombarda contou já ter participado de outras buscas que não foram bem-sucedidas. "É muito frustrante quando você parte para o mar, não encontra os desaparecidos, volta e se depara com o olhar esperançoso da família."

A Capitania foi comunicada sobre o desaparecimento dos pescadores em 10 de junho. Os militares lançaram um alerta pedindo aos navios mercantes da área que ficassem de prontidão para um possível resgate dos náufragos. Depois de buscas, com o auxílio de um rebocador, um navio patrulha e um helicóptero, os trabalhos foram suspensos no dia 15, sem nenhum sinal do barco ou dos tripulantes.

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