'Foi Deus que me salvou', explica mulher presa em ferragens

Quando a assistente administrativa parou no farol, percebeu que caminhão não conseguiria parar

13 de agosto de 2007 | 16h35

A assistente administrativa Daniela Camargo, de 26, que na última terça-feira ficou presa por quase quatro horas nas ferragens de um veículo prensando entre um caminhão e um ônibus, disse nesta segunda-feira, 13, que não vai registrar queixa contra o motorista do caminhão.   Daniela foi transferida da UTI do Hospital Madre Theodora para um quarto particular, mas a equipe médica ainda não tem previsão de alta. Segundo bombeiros e médicos que atenderam a ocorrência, a assistente sobreviveu por um milagre. "Foi Deus, não fui eu que tomei a atitude de me jogar para o lado", disse a assistente.   Ela contou que ao parar no semáforo, atrás do ônibus, olhou para o retrovisor e viu que a betoneira não conseguiria frear. Jogo o corpo para o banco do passageiro. O carro ficou irreconhecível, mas Daniela fraturou apenas o pulso esquerdo e o quadril.   A assistente disse que não soltou o cinto de segurança e que o dispositivo não travou seu corpo no momento do impacto. Após a colisão, Daniela começou a gritar para que soubessem que havia um sobrevivente dentro do carro. "Meu celular caiu na minha mão. Ele estava dentro da minha bolsa, que estava fechada. Não sei explicar".   De família católica não praticante, a assistente conseguiu ligar para a mãe, que rezou e cantou para tranqüilizar a filha.

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