Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Fogo no Memorial da América Latina não comprometeu estrutura do prédio

Laudo definitivo do IPT mostra que auditório Simón Bolívar, que teve 90% do interior destruído por um incêndio em novembro de 2013, pode ser restaurado

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

29 Maio 2014 | 17h16

Atualizada às 20h20

SÃO PAULO - O incêndio que atingiu o auditório Simón Bolívar, do Memorial da América Latina, na zona oeste de São Paulo, em novembro de 2013, não comprometeu a estrutura do imóvel. A conclusão é do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), que divulgou nesta quinta-feira, 29, o laudo definitivo sobre os danos causados pelo fogo no principal espaço de exibição do complexo projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Durante três meses, o instituto analisou, tanto no local quanto em laboratório, amostras do prédio. Em dezembro, o IPT já havia concluído que o auditório não precisaria ser demolido e encontrava-se em "condições de recuperação".

Com esse laudo, o Memorial pode começar o restauro do auditório. Antes, no entanto, uma licitação para as obras civis será aberta, ainda sem data definida. Em março, mês em que o centro de eventos completou 25 anos, a Fundação do Memorial havia previsto que o processo de contratação seria aberto em abril. Agora, no entanto, a expectativa é de que ocorra até o fim do ano, para que o auditório possa ser reinaugurado em 2015.

Já a reforma estrutural do imóvel ficará a cargo da Companhia Paulista de Obras e Serviços do Estado de São Paulo (CPOS). O laudo do IPT recomenda apenas a "remoção e reconstituição do cobrimento de concreto das armaduras, conforme as dimensões originais do projeto".

Fogo. O incêndio que atingiu o Memorial no dia 29 de novembro destruiu 90% do auditório Simón Bolívar e deixou 25 bombeiros feridos. O calor provocado pelo fogo quebrou vidraças, derreteu metais e provocou rachaduras nas paredes do prédio.

O Instituto de Criminalística apontou que um curto-circuito foi a causa do incêndio. Pouco antes do fogo, houve uma queda de energia e um gerador foi acionado, o que pode ter provocado sobrecarga de energia.

Na época do incidente, a Prefeitura afirmou que o auditório estava com o alvará vencido desde 1993. O presidente do Memorial, João Batista de Andrade, disse, entretanto, que tinha um documento do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) que permitia o funcionamento.

A Secretaria Municipal de Licenciamento informou que a reforma deve ser finalizada para a solicitação de um novo alvará.

Vistoria. Os bombeiros poderão cassar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) de imóveis, segundo o projeto do Código Estadual de Proteção Contra Incêndios e Emergências enviado nesta quinta pelo governo paulista à Assembleia Legislativa. Atualmente, a corporação só pode vistoriar as condições de segurança dos estabelecimentos ou residências quando é chamada pelo proprietário ou em casos de emergência. "Aumenta o poder de fiscalização", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Já para Márcio Rachkorsky, presidente da Associação dos Síndicos de Condomínios (Assosindicos), o código torna mais clara a atribuição dos bombeiros e amplia a segurança dos imóveis. / COLABOROU CAIO DO VALLE

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