Fogo em depósito de tecidos assusta moradores da Mooca

Bombeiros ainda lutam contra as labaredas; ninguém se feriu no incêndio

Bruno Lupion, do estadão.com.br,

25 Março 2011 | 05h12

Depósito armazena grande quantidade de material inflamável. Imagem cedida pela leitora Gabriella Saniotto ao entrar em contato pelo Twitter @estadao

 

SÃO PAULO - Moradores da Mooca, na zona leste da capital, deixaram suas casas às pressas no meio da madrugada desta sexta-feira, 25, apavorados com um incêndio em um depósito de tecidos na Rua Madre de Deus, nº 1517. Dezenas de vizinhos, entre eles algumas idosas ainda de camisola, correram para o meio da rua levando botijões de gás e veículos estacionados nas garagens. Às 6 horas, os bombeiros permaneciam no local lutando contra as labaredas, mas informaram que os imóveis dos moradores não devem ser atingidos.

 

"Acordei com os cachorros latindo, achando que fosse um assalto, e ouvi duas explosões bem fortes. Minha casa tremeu toda", disse a aposentada Carmem Delgado, de 70 anos. Ela e outros moradores de uma vila na Rua Bixira saíram das residências com medo das chamas. A também aposentada Natividade Aguiar, de 74 anos, aguardava na calçada com um terço em mãos, ao lado de três botijões de gás. "Tiramos eles da minha área de serviço, que dá os fundos para o galpão", contou. O proprietário de uma oficina de carros antigos também retirou às pressas os veículos e estacionou todos na rua, entre eles uma raridade: um Ford Cristaleira 1929 vermelho.

 

Os bombeiros foram acionados à 1h45 e enviaram 12 equipes ao depósito, que armazena grande quantidade de tecido, carpete e madeira, materiais altamente combustíveis. "Acho que teremos trabalho para até as 15 horas de hoje", disse o tenente Eduardo César Fernandes Filho. Segundo ele, o fogo atingiu apenas o galpão, mas moradores desconfiam que as chamas tenham começado em uma indústria de soldagem vizinha.

 

Ninguém se feriu no incêndio, segundo o tenente Eduardo. Apenas um cão da raça cocker spaniel, chamado "Mailon", foi resgatado ileso. Uma das funcionárias do depósito, que preferiu não se identificar, disse que o estabelecimento funciona há cinco anos naquele endereço e apenas uma pessoa trabalhava no local quando as chamas começaram. A causa do incêndio é desconhecida e técnicos da Defesa Civil municipal aguardam o término do trabalho dos bombeiros para decidir se o prédio será interditado.

 

Texto atualizado às 6h50.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.