JB Neto/AE
JB Neto/AE

Fogo e cerveja são exaltados na última noite de carnaval no Anhembi

Homenagens ao sal, ao fogo e à cerveja, entre outras, tomaram a Passarela Adoniran Barbosa na noite de sábado, 5, no Sambódromo de São Paulo. A primeira escola a desfilar foi a Nenê de Vila Matilde, que retornou este ano ao grupo especial. A agremiação entrou com 45 minutos de atraso por conta da falta de guindastes para alçar os destaques aos carros alegóricos, mas concluiu o desfile dentro do tempo regulamentar. No último carro, um boneco gigante representando Alberto Alves da Silva, o Seu Nenê, morto em outubro do ano passado, emocionou a arquibancada. O enredo “Salis Sapientiae – Uma História do Mundo!” exaltava a riqueza do sal.

Bruno Lupion e Agência Estado, estadao.com.br

06 Março 2011 | 10h23

Logo depois veio a Águia de Ouro com sua viagem luxuosa pela história do fogo, uma lembrança bem-vinda em meio ao vento frio que teimava em bater na avenida durante a madrugada. No carro abre-alas, um vulcão soltava chamas e lembrava o clima quente da era dos dinossauros. A partir do enredo “Com Todo Gás, Águia de Ouro é Fogo!”, a escola também representou o conforto que o gás propicia hoje aos homens, com mulheres seminuas tomando banho dentro de um box de banheiro.

A terceira escola a desfilar – Mocidade Alegre – explorou a fronteira entre o mundo dos sentidos e as ilusões. A agremiação caprichou na comissão de frente, com letras que formavam o título do enredo – “Carrossel das Ilusões” – em constante movimento. O carro que representava o cinema em 3D quebrou e não entrou na avenida, mas a escola conseguiu cumpriu a exigência regulamentar de colocar na passarela quatro carros alegóricos.

Se na sexta-feira, 4, o centenário Teatro Municipal de São Paulo ganhou uma homenagem da Unidos da Peruche, neste sábado foi a vez do Teatro Amazonas ser exaltado pela Unidos de Vila Maria. Dois carros imensos, com as dimensões máximas que o sambódromo comporta, representavam a casa de ópera erguida no século 19 em Manaus com a riqueza do ciclo da borracha.

Em seguida entrou a X-9 Paulistana, com o enredo “De Eterna Criança a Embaixador da Esperança: Renato Aragão, Didi Trapalhão!”, em homenagem ao humorista que completa 75 anos de vida e 50 anos de carreira. Renato Aragão estava no alto de um carro alegórico, ao lado de um Cristo Redentor lembrando o incrível feito do humorista – que escalou o braço da estátua até alcançar a sua mão. Um dos pneus do carro de Aragão estourou, contudo sem prejudicar sua chegada ao final da avenida em segurança.

Por volta das 5 horas, homens de agasalhos alvinegros correram pela avenida vazia atirando milhares de bandeirolas ao público, em um prenúncio da chegada da Gaviões da Fiel. A escola, como de costume, empolgou a plateia e fez a arquibancada parecer um estádio, com sinalizadores de fumaça e faixas gigantescas. Neste ano, a Gaviões trouxe mais cores nas fantasias e alegorias, fugindo do habitual preto e branco para exaltar o emirado árabe Dubai, com o enredo “Do Mar de Pérolas e das Areias do Deserto à Cidade do Futuro”.

Fechando o desfile, entrou a Império de Casa Verde com uma homenagem à cerveja – patrocinada por uma cervejaria. O enredo “Combustível da Ilusão” foi pano de fundo para carros que lembravam o consumo da bebida pelos egípcios antigos, pelo povo viking e os alemães, até chegar aos brasileiros. O último carro alegórico homenageava a Camisa Verde e Branco, escola madrinha da Império da Casa Verde, que há duas décadas venceu o carnaval paulista defendendo o mesmo tema.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.