Fogo destrói 45 mil m² do Parque Ecológico do Tietê

Pistas da Rodovia Ayrton Senna chegaram a ser totalmente bloqueadas por causa da baixa visibilidade provocada pela fumaça

Damaris Giuliana, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2010 | 00h00

Um incêndio atingiu ontem o Parque Ecológico do Tietê, queimando por mais de cinco horas uma área de 45 mil metros quadrados, segundo o Corpo de Bombeiros. O helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado. O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) minimizou o problema, dizendo que o fogo havia sido controlado em meia hora e que a área queimada era equivalente a "um campo e meio de futebol" (16,2 mil m2).

O fogo começou por volta das 10h40, próximo do km 16 da Rodovia Ayrton Senna, em Guarulhos, na Região Metropolitana. Às 11h35, a pista da esquerda, sentido capital, foi interditada. De acordo com a concessionária Ecopistas, administradora da via, o tráfego permaneceu interrompido até as 16h20.

Durante cinco minutos, das 12h12 às 12h17, todas as pistas foram bloqueadas por causa da baixa visibilidade provocada pela coluna de fumaça. O pico de congestionamento foi às 15 horas, com lentidão do km 25 ao km 15. A Polícia Rodoviária Estadual autorizou o tráfego pelo acostamento das 15h33 às 16h25.

Os bombeiros tiveram dificuldade porque parte do terreno é pantanoso, o que impediu o avanço tanto a pé quanto de viatura. Por isso, o helicóptero Águia 15 foi acionado. Das 13 às 16 horas, a aeronave retirou água de lagoas próximas e jogou sobre o Parque. Os bombeiros não informaram o volume de água usado.

Neste ano, os bombeiros atenderam 22.680 ocorrências de incêndio na capital, mais que em todo o ano passado - 22 mil. Só anteontem foram 68 incêndios em vegetação. "No ano passado, atendemos, em média, 61 ocorrências de focos de incêndios em matas por dia. Neste ano, até agosto, a média é de 94", disse o tenente Marcos Palumbo.

Em Votorantim, no interior, um homem de 45 anos morreu carbonizado ao tentar combater um incêndio na usina de açúcar em que trabalhava. Para os bombeiros, ele desmaiou ao inalar muita fumaça.

Estiagem. Com o Rio das Conchas praticamente seco, o município de Pereiras, na região de Sorocaba, passou a usar poços artesianos para abastecer os 8 mil habitantes. O fluxo das águas está quase interrompido em vários pontos. Não chove há 48 dias na região e os pequenos criadores têm dificuldade em conseguir água para o gado. Os poços artesianos também completam o abastecimento em Itu.

Em Sorocaba, o lago do Palácio dos Tropeiros, sede da prefeitura, está secando. Com o calor e a falta de chuva, a lâmina de água, de 20 mil m2, fica exposta à evaporação. O nível baixo impede o funcionamento do sistema de aeração, colocando em risco as carpas e tilápias por falta de oxigênio.

A poeira e a fumaça de seis queimadas prejudicavam a visibilidade dos motoristas na Rodovia Castelo Branco, no fim da tarde de ontem, entre os km 111 e 120, em Boituva. As queimadas de cana e o tempo seco elevaram em mais de 30% o consumo de água em Ribeirão Preto. Segundo o Departamento de Água e Esgoto, não há risco de racionamento, apesar de o consumo de 325 litros por habitante ao dia ser excessivo. / COLABORARAM PRISCILA TRINDADE, JOSÉ MARIA TOMAZELA e BRÁS HENRIQUE

PERGUNTAS & RESPOSTAS

1. Como reduzir o desconforto causado pelo ar seco?

Em casa, coloque toalhas molhadas ou bacias d"água nos cômodos. Outra alternativa são os umidificadores.

2. Ar condicionado é indicado para esses dias?

Não, pois os aparelhos deixam o ar ainda mais seco. O melhor é evitá-lo. Se tiver de ligá-lo, faça isso esporadicamente.

3. Para hidratação, quanto de água se deve beber?

O dobro do que se consome em dias normais. A quantidade indicada para evitar o ressecamento das mucosas é de pelo menos dois litros por dia.

4. E os cuidados com a pele?

O melhor é evitar banhos prolongados e muito quentes sempre usar hidratante.

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