Foco de grupo será atos na Copa, diz manifestante que pratica a tática black bloc

Entre 60 a 80 jovens formam o núcleo do Black Bloc com presença mais frequente nas passeatas. Eles estão mais agressivos e jogam coquetéis molotov contra os policiais "porque não estão sendo ouvidos". "O Rio é nosso espelho e o que eles fazem é uma forte referência para os ativistas de São Paulo", diz uma das manifestantes que pratica a tática black bloc, em entrevista ao Estado. "A Copa do Mundo é o nosso norte. É quando começarão as ações verdadeiras, de maneira mais intensa", afirmou.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2013 | 02h01

Nessa quarta-feira, 9, horas antes de começar o ato na Avenida Paulista, ela conversou com a reportagem de um telefone público. Foi a condição para a entrevista, um dia após o governo paulista anunciar ofensiva contra os mascarados.

Com curso superior, a jovem, de 23 anos, que pediu para ser chamada de Voltairine de Cleyre, nome de uma anarquista americana. Ela era ativista até conhecer os black blocs.

A jovem diz que a ofensiva do governo não vai diminuir a intensidade das "ações diretas". A estratégia será dobrar os cuidados com a segurança. "Sair do Facebook, evitar agir diante de câmeras e andar em grandes grupos."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.