Flagrados pela PM, pichadores caem do 4º andar de prédio

Um deles sofreu fratura exposta; por pichação e invasão, os jovens podem ser detidos por até um ano e três meses

Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2010 | 00h00

Flagrante. Eles estavam no 6.° andar quando a polícia chegou

 

 Dois jovens caíram de uma altura de cerca de dez metros enquanto pichavam a fachada de um prédio na Rua da Consolação, região central, na madrugada de ontem. Um deles teve fratura exposta e está internado.

Moradores do Edifício Marcela flagraram a dupla escalando as janelas do imóvel por volta das 2h30 e acionaram a Polícia Militar. O industriário Adriano da Silva Gonçalves Queiroz, de 23 anos, e o estudante Wesley Reinaldo Nogueira Martins, de 20, já estavam sobre a janela do sexto andar do prédio quando os policias chegaram.

Para descer, um dos garotos pulou para o parapeito da janela de baixo, enquanto o outro ficava sobre seus ombros, em pé. A dupla se desequilibrou ao pisar no parapeito de uma janela do quarto andar e caiu em um terraço do primeiro piso. Eles foram socorridos pelos bombeiros.

Ferimentos. Adriano, que sofreu machucados leves, recebeu alta do pronto-socorro da Santa Casa no fim da madrugada. Wesley continua internado porque sofreu fratura exposta no braço esquerdo. Os policiais apreenderam uma mochila e duas latas de spray.

Um termo circunstanciado de pichação (infração prevista na Lei de Crimes Ambientais) e invasão de domicílio foi lavrado no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania. Juntos, os dois crimes podem render até um ano e três meses de detenção.

Vizinhos do prédio reclamam que pichações são constantes na região da Rua da Consolação. "Não tem casa, sobrado ou prédio aqui que não esteja sujo", afirma o comerciante José Teixeira, de 42 anos. O condomínio pichado ontem já tinha até pedido um orçamento para pintar a fachada. "Vamos ter de pedir outro", conta o zelador Edgar Souza, de 54 anos. "Esses caras têm de ter muita coragem para subir num prédio desses só pra sujar", opina o zelador.

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