'Fiz meu serviço. Eu estava ali para fazer isso'

"Quando era para o trem iniciar a frenagem, pegou um código mais alto e acelerou, acelerou sozinho. Nesse momento, eu assustei e apliquei o freio de emergência e aí houve o deslizamento." Esse é o relato da inédita colisão de trens no metrô paulistano do ponto de vista do operador Rogério Fornaza, que impediu uma tragédia maior, ao notar os problemas na composição.

O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2012 | 03h04

Ele admitiu ter recebido minutos antes um informe, por rádio, de que existiria algum problema na Linha Vermelha, mas não foi informado sobre qual trecho. Ao perceber a aproximação rápida da composição à frente, que seguia da Linha Azul e estava vazia, acionou a alavanca de emergência. Chegou a acreditar que não ocorreria a colisão. "Em um certo momento, eu achei que ele iria parar, mas quando chegou bem perto, e estava a uma velocidade de 10 km/h, eu vi que não (ia impedir a batida)."

Em entrevista ao SPTV, da TV Globo, Fornaza rejeitou o título de herói. "Eu fiz o meu serviço. Eu estava ali para fazer isso. Na emergência, a gente está ali para atuar. Essa é a nossa função."

Operador de metrô há poucos mais de um ano - assumiu a função no início de 2011 -, o funcionário de 29 anos relatou já ter evitado outra morte. Um suicida havia se jogado nos trilhos e ele parou a composição a poucos centímetros de distância. "Todos os funcionários de linha do Metrô ficam mal quando algo assim acontece."

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