Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Fiscalização já apreendeu 23 mil produtos piratas na Feira da Madrugada

Cerca de 400 pessoas protestam contra o fechamento da Feira da Madrugada nesta segunda-feira

estadão.com.br,

08 de agosto de 2011 | 08h50

SÃO PAULO - A Secretaria Municipal de Segurança Urbana de São Paulo apreendeu 23 mil produtos na operação de combate à pirataria, contrabando e sonegação fiscal na Feira da Madrugada, no bairro do Brás, na região central da cidade.

 

A operação começou na última sexta-feira. Aproximadamente 3 mil lojas que funcionam no pátio da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) foram fechadas para a fiscalização. Até o momento foram vistoriadas 36 lojas, das quais sete comercializavam produtos ilegais. Entre as mercadorias apreendidas estão roupas, óculos, relógios e bolsas.

 

Essa é a primeira fase da operação, que consiste em identificar a documentação dos lojistas e dos produtos. A previsão é que parte do trabalhos seja concluído ainda esta semana e a Feira da Madrugada volte a funcionar parcialmente. As 2.897 lojas do local serão vistoriadas. "Quem estiver com produtos lícitos poderá voltar a trabalhar. Quem estiver com produtos piratas terá sua autorização de funcionamento suspensa", disse o secretário de Segurança Urbana, Edsom Ortega.

 

Nos primeiros dias da ação não será permitido o estacionamento de ônibus no local. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) orienta aos motoristas que se dirigirem a uma área na zona norte, próxima à Marginal do Tietê. A Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar controlam a entrada e a saída de produtos, de pessoas e lojistas que vão acompanhar o trabalho de verificação das suas lojas.

 

Protesto. Aproximadamente 400 pessoas protestam desde às 8h da manhã desta segunda-feira na Rua Monsenhor de Andrade, no Brás, contra a operação na Feira a Madrugada. De acordo com a Polícia Militar, a manifestação é pacífica. Por causa do ato, a via está bloqueada na altura da Rua São Caetano. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o motorista não enfrenta lentidão.

 

Cerca de 500 vendedores ambulantes entraram em confronto com a Guarda Civil Metropolitana (GCM) na manhã de sábado ao invadir o local onde funciona a feirinha da madrugada. Eles arremessaram pedras contra os guardas, que revidaram com spray de pimenta. Dois GCMs se feriram. Antes do confronto, os camelôs haviam fechado por duas vezes a Avenida do Estado.

 

 

Atualizada às 9h50

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