Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Fiscalização da PM troca multa por advertência a motoboys

Motofretistas flagrados descumprindo regras foram avisados que seriam autuados a partir de terça-feira

Artur Rodrigues,

02 de fevereiro de 2013 | 18h00

Depois do protesto dos motoboys contras as novas regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para a categoria, a Polícia Militar voltou atrás neste sábado, 2, e decidiu fazer apenas uma "operação educativa" no primeiro dia em que as normas entraram em vigor.

Os motofretistas flagrados descumprindo as determinações do Contran foram liberados pelos policiais após o aviso de que seriam autuados a partir de terça-feira. A multa para os condutores irregulares é de R$ 191,54. Além disso, eles podem ter o veículo apreendido.

"O comando está sensível em relação ao fato de que muitos motoboys não conseguiram fazer o curso obrigatório", explicou o capitão Paulo Oliveira, do Comando de Policiamento de Trânsito de São Paulo. Flagrado sem a placa vermelha e usando apenas o colete refletivo, o motoboy Valderi Maurício, de 29 anos, achou que seria multado quando foi parado às 10h30 de ontem pelos policiais na blitz na esquina das Avenidas Rio Branco e Duque de Caxias, no centro. "Há três meses tento fazer o curso, mas não consegui vaga", afirmou. Apesar disso, o motofretista disse ser favorável às novas regras. "Tem muito motoboy irregular que não cumpre as mínimas regras de segurança", concluiu.

O motoboy Rafael Bruno Augusto, de 24 anos, está tentando se adequar. Já tem placa vermelha, mata-cachorro, cinta refletiva e antena. "Só falta colete e curso". Apenas 7% dos mais de 200 mil motoboys da capital paulista fizeram o curso preparatório. O presidente do sindicato da categoria, Gilberto Almeida, disse que novos protestos estão suspensos até terça-feira, quando a direção do sindicato se reunirá em Brasília com o Contram.

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