Fiscalização da lei seca não é como deveria, diz especialista

SÃO PAULO - A fiscalização da lei seca não é aplicada como deveria. Ela não passa de uma percepção de fiscalização. Como fica muito abaixo do índice que deveria ter, passa muito mais uma sensação de impunidade.

Análise de Mauro Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet)

15 de fevereiro de 2012 | 23h32

Isso, aliado à melhoria das condições econômicas do País - em que há mais pessoas dirigindo e maior consumo de álcool -, reflete-se em um aumento da frequência de direção sob efeito de álcool.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe que um em cada três motoristas seja fiscalizados por ano. Em São Paulo, que tem algo em torno de 6 milhões de motoristas, precisaríamos de 2 milhões de abordagens por ano - ou 180 mil por mês. Não estamos nem perto disso.

Evidentemente, não é preciso só fiscalizar. Também é preciso relatar as condições encontradas, processar, julgar, punir e certificar o cumprimento da pena. Aí teríamos o círculo da lei completo - e poderíamos avaliá-la. As abordagens da Polícia Militar são em quantidade ínfima. Ela tem preparo e tecnologia para aumentar isso. Mas não tem estrutura.

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