Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Fiscal que confessou vai pedir proteção

Luis Alexandre Cardoso Magalhães, um dos 4 presos por esquema de propina, fez um acordo de delação premiada

Bruno Ribeiro, Edison Veiga e Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2013 | 02h03

Luis Alexandre Cardoso Magalhães, o fiscal preso na investigação deflagrada na quarta-feira passada que confessou participação no esquema - e fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público e a Corregedoria-Geral do Município - deve pedir nesta segunda-feira, 4, a inclusão em um programa para proteção de testemunhas.

Magalhães saiu pouco depois da 0h da carceragem do 77.º DP, em Santa Cecília, e não falou com a imprensa. Encapuzado, o fiscal entrou em um Peugeot 206 e saiu conduzindo o veículo.

Sem dar detalhes, seu advogado, Mário Ricca, afirmou que o cliente corre riscos, o que justificaria o pedido. A expectativa dos investigadores do caso é de que Magalhães possa indicar mais pessoas envolvidas no esquema.

Uma testemunha-chave do processo é a ex-amante de Magalhães, Vanessa Carolina de Alcântara. Conforme o Estado antecipou, nos grampos, ela cita nomes de ao menos mais 14 pessoas, todas funcionárias da Secretaria Municipal de Finanças.

Depois da prisão de Magalhães, mais dois nomes foram confirmados como suspeitos de atuar de forma irregular: Fábio Camargo Remesso, ex-assessor técnico da Secretaria Municipal de Relações governamentais, e o auditor Amilcar José Cançado Lemos.

Os outros três envolvidos no esquema - Eduardo Horle Barcellos, Carlos Augusto di Lallo do Amaral e Ronilson Bezerra Rodrigues - tiveram prisão temporária prorrogada e devem ficar detidos ao menos até sexta-feira, também na carceragem do 77.º DP, sem direito a visitas, com exceção dos advogados. O Ministério Público deve interrogá-los a partir da manhã desta segunda-feira, 4. Há possibilidade de que o benefício da delação premiada também seja oferecido para eles.

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