Fiscais entram em greve e deixarão de coibir ambulantes na Copa

No total, 96 profissionais que atuam nas 32 subprefeituras de São Paulo seriam deslocados para o trabalho no Itaquerão

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2014 | 17h56

SÃO PAULO - Os agentes visores da Prefeitura de São Paulo não entraram em acordo com o governo do prefeito Fernando Haddad (PT) e decretaram greve nesta quarta-feira, 11. Com a paralisação, o trabalho de coibir o comércio ambulante no entorno da Arena Corinthians nesta quinta-feira, data da abertura da Copa do Mundo, ficará prejudicado. Ao todo, 96 fiscais que atuam nas 32 subprefeituras da cidade seriam deslocados para o trabalho.

A categoria pede uma proposta de reajuste e reestruturação da carreira. Segundo o sindicato, Haddad deixou o projeto que reajusta o salário dos fiscais por último. "Não somos prioridade, então vamos radicalizar. Nem sequer uma proposta nos foi apresentada", disse Clareá Fortunato, presidente da entidade.

A gestão já concedeu abono aos professores e aguarda votação na Câmara Municipal de nova lei para contemplar os guardas municipais. Arquitetos e engenheiros, além de médicos, também estão na espera. 

A greve dos fiscais segue até o dia 18, quando os servidores devem se reunir novamente. 

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