'Fiquei desgostoso, só quero voltar para casa'

Moradores que tiveram seus barracos destruídos durante o incêndio de ontem na Favela do Moinho calculavam o prejuízo e demonstravam revolta.

O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h03

Cansado das tragédias, o carroceiro João Miguel da Silva, de 56 anos, já pensa em abandonar São Paulo. Ele perdeu o barraco onde vivia com o filho e os netos. "Estou há 13 anos aqui. Quero agora só o dinheiro da passagem para voltar para João Alfredo (PE). Fiquei desgostoso."

Entre os moradores, restou também o desespero. "Quando acordei, o fogo já estava alto. Só tive tempo de pegar os meus netos e sair correndo. Não sei o que vou fazer agora", disse a aposentada Marinalva Júlia da Conceição, de 59 anos, que perdeu o barraco pelo qual pagou R$ 5.500 há quatro anos.

Ajuda. Logo depois do incêndio, os agentes da Secretaria de Assistência Social do município distribuíram 277 colchões, 277 cobertores, 94 cestas básicas e 94 kits de higiene.

Segundo a Prefeitura, as famílias já foram cadastradas pelos agentes da Secretaria de Habitação e da Subprefeitura da Sé para receber auxílio aluguel, a ser pago até o atendimento definitivo em unidade habitacional.

A administração disse que, por meio do Programa de Prevenção Contra Incêndios em Assentamentos Precários (Previn), a favela recebeu dois hidrantes. As famílias serão atendidas em um empreendimento de 1.267 apartamentos que está sendo construído próximo da Ponte dos Remédios./D.Z. e W.C.

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