Fio de alta tensão cai em ônibus escolar e mata 6 alunos em Alagoas

Segundo a polícia, motoristas do ônibus e do caminhão que causou o acidente fugiram sem prestar socorro; vítimas tinham entre 13 e 18 anos

Ricardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2011 | 00h00

MACEIÓ - Seis estudantes morreram eletrocutados e três ficaram feridos quando o ônibus escolar em que viajavam foi atingido por um fio de alta tensão derrubado por um caminhão-pipa. O acidente aconteceu na tarde desta quinta-feira, 27, no povoado de Canafístula do Cipriano, em Girau do Ponciano, a 151 quilômetros de Maceió.

As vítimas foram identificadas à noite e tinham entre 13 e 18 anos. Foram cinco garotas e um jovem de 17 anos. Tairla Benedita dos Santos, de 13, e Thaíse Benedita dos Santos, de 15, eram irmãs. Os feridos, que tiveram lesões leves, foram encaminhados à Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca, no interior de Alagoas.

De acordo com testemunhas, o caminhão-pipa seguia na mesma direção do ônibus quando bateu em um poste e provocou o acidente. Um fio de alta tensão caiu em cima do ônibus escolar e atingiu os seis estudantes, que tentavam sair do veículo.

Peritos do Instituto de Identificação realizaram perícia no local. Os corpos ficaram praticamente a tarde toda no acostamento da rodovia, à espera de serem levados ao Instituto Médico-Legal (IML). Os enterros serão realizados hoje.

Segundo informações da polícia, os motoristas do caminhão e do ônibus fugiram do local do acidente sem prestar socorro. O condutor do transporte coletivo prestava serviços à prefeitura de Girau do Ponciano.

"Eles tiveram os corpos carbonizados, foi horrível", disse um morador. Os jovens mortos moravam na comunidade Sítio Alecrim, na zona rural de Girau do Ponciano. O ônibus transportava cerca de 30 pessoas.

Mobilização. O governador em exercício, José Thomaz Nonô (DEM), determinou mobilização total dos órgãos estaduais no atendimento aos feridos e às famílias dos estudantes mortos. "Tomamos todas as providências. Mobilizamos o Corpo de Bombeiros, o Samu e a estrutura da Unidade de Emergência do Agreste, para prestar o melhor atendimento às vítimas", informou Nonô.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.