Thiago Teixeira/AE
Thiago Teixeira/AE

Final do melhor pastel de São Paulo será no Pacaembu

Na terceira edição do campeonato do melhor quitute tem até receita com limão siciliano

Felipe Tau, do Jornal da Tarde,

19 de agosto de 2011 | 08h45

SÃO PAULO - Segunda-feira é dia de decisão no Pacaembu. Mas não no futebol. A Praça Charles Miller, onde fica o estádio, na região central, receberá a final do terceiro concurso O Melhor Pastel de Feira de São Paulo. Os 10 finalistas foram divulgados (veja lista abaixo).

 

Como nas edições anteriores, duas barracas de cada região da cidade foram escolhidas: norte, sul, centro-oeste, leste 1 e leste 2, segundo divisão da Prefeitura. A vencedora do ano passado, Pastel Agena, na zona leste, está novamente na disputa, bem como a Pastel da Maria, vencedora do primeiro concurso, em 2009.

 

Todas serão montadas na Praça Charles Miller, entre as 8h30 e as 13h30 de segunda-feira, para serem avaliadas por um corpo de jurados: chefs de cozinha, críticos de gastronomia e jornalistas. Os prêmios são de R$ 8 mil ao vencedor, R$ 2 mil ao 2º colocado e R$ 1 mil para o 3º. Os melhores de cada região terão o direito de atuar em eventos da Prefeitura, como a Virada Cultural e a Parada Gay.

 

O júri usará como critério a higiene, atendimento e, claro, o pastel de carne, o mais popular entre os fregueses. Para se diferenciar, Kuniku Yonaha, de 59 anos, dona do Pastel da Maria, vai ousar na receita. "A novidade para este ano são raspas de limão siciliano." A população, que na primeira etapa da votação escolheu entre 800 feiras inscritas, não pode mais dar palpite. Mas poderá acompanhar a final e comprar os pastéis.

 

Entre eles o de Hiromi Kiyuna, de 53 anos, dona da Barraca da Hiromi. Há 35 anos na feira da Rua Dom João V, no Alto da Lapa, zona oeste, ela está pela primeira vez entre as dez e conta com a clientela fiel para vencer. "Alguns disseram que vão estar lá torcendo", diz Hiromi. "Além do pastel ser bom, a gente acaba criando amizade", explica Cesar Augusto, de 52 anos, cliente há dois.

 

Na Pastel Kyoto, estreante, a aposta é "a massa macia e sem um pingo de óleo", diz um dos sócios, Roberto Matias, de 27 anos (veja receita do Pastel Kyoto ao lado).

 

Na visão do supervisor de Abastecimento de São Paulo, José Roberto Graziano, que administra as feiras da cidade, além de promover a gastronomia, o evento serve para conscientizar os feirantes e a população sobre as normas de higiene com os alimentos e o destino correto do óleo. "A busca pelo prêmio levou os pasteleiros a melhorar o serviço ", apontou.

 

As dez barracas finalistas

Pastéis Agena

Pastel da Maria

Sensação Pastéis

Pastel Léo e Elaine

Patelaria Yukari

Pastelaria Erenito

Barraca da Hiromi

Barraca da Soninha

Pastel Kyoto

Pastéis Yamashiro

O CONCURSO

Os classificados para a final passam por três fases de seleção:

votação popular entre 800 feiras inscritas;

visita de jurados às 43 melhores barracas

seleção das dez finalistas

ONDE COMER

As feiras livres da cidade funcionam das 7h30 às 13h30.

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