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Fim do sopão nas ruas esquenta o debate nas redes sociais

Em apenas sete horas, um único post sobre o tema já rendeu quase 4 mil compartilhamentos no Facebook; internautas reclamam da medida

Estadão.com.br,

28 de junho de 2012 | 08h38

A decisão tomada pela Prefeitura de São Paulo nesta quarta-feira, 27, de acabar com a distribuição de sopão nas ruas em um prazo de 30 dias, movimentou as redes sociais nesta madrugada. A explicação de que a medida seria uma forma de fazer com que moradores de rua procurem albergues, onde o alimento poderá ser servido, e evitar práticas que sujem vias públicas, não agradou a maioria dos leitores.

Em apenas sete horas, um único post sobre o tema no perfil do 'Estado de S.Paulo' no Facebook já rendeu 4 mil compartilhamentos e 800 comentários. No Twitter, a reação não foi diferente: mais de 5 mil cliques e quase 400 retuítes.

O tom dos comentários foi, em geral, agressivo. O internauta Italo Barros reclamou: "Só faltava essa! Não fazem a parte deles e ainda querem criminalizar essa boa ação", escreveu ele no Facebook. "Melhor seria apenas conscientizar ou orientar; deveriam era apoiar e cuidar de fatos que têm importância, como a crescente violência."

José Henrique Moreira apresentou uma sugestão para a medida: "O pessoal que mora nessas regiões não têm culpa da bagunça, cheiro ruim e possíveis riscos", comentou. "Estabeleçam regras para a distribuição na rua e não tentem, mais uma vez, tapar o sol com a peneira. Querem passar a distribuição de alimentos para os albergues? Então melhorem as condições dos mesmos."

O internauta Rafael Guerra é a favor da iniciativa: "Além dos inúmeros problemas que a distribuição de sopas nas ruas pode causar, existem ainda pessoas de má índole que envenenam os alimentos", escreveu. "E não vamos esquecer que existem centros de refeição populares controlados pelo governo."

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