Fim de semana teve assassinatos em São Paulo e Recife

Dois casos no fim de semana ilustram tristemente as estatísticas de violência contra a mulher. Maria da Conceição Gama dos Santos, de 30 anos, foi morta na madrugada de sábado na zona leste de São Paulo, depois de sair de um forró. O suspeito, cujo nome não foi revelado pela polícia, é o ex-companheiro da doméstica. Ele a teria ameaçado de morte há 15 dias. O casal viveu junto por quatro anos. Maria reclamava constantemente do ciúme excessivo do companheiro.

, O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2011 | 00h00

No Recife, uma separação conjugal terminou em tragédia familiar, também na noite de sábado. Inconformado com o fim do casamento, Acyr de Oliveira Correia, de 57 anos, matou uma filha e feriu a outra. Na sequência, ele se matou. Correia estava separado havia 15 dias da mulher, depois que ela soube que ele teria assediado a empregada.

As duas histórias confirmam uma das conclusões da pesquisa da Fundação Perseu Abramo e do Sesc: a infidelidade, ou a desconfiança sobre a fidelidade, tem papel preponderante entre as motivações das agressões. Entre as entrevistadas, 46% das mulheres que sofreram violência atribuem a agressão a esse questionamento. Já entre os homens agressores, 50% dizem ter tido o "controle de fidelidade como razão". "Essas respostas são espontâneas. Elas fazem questionar o papel da monogamia na cultura da violência. A sociedade não discute esse tema", diz Gustavo Venturi, supervisor da pesquisa. / FLÁVIA TAVARES, ELVIS PEREIRA e MONICA BERNARDES, ESPECIAL PARA O ESTADO

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