Fim de função reduz custos, diz especialista

Associação Nacional de Transportes Públicos diz que o salário do cobrador representa 20% do valor da passagem

Cristiane Bomfim, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2011 | 00h00

Para o superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Marcos Pimentel Bicalho, a "extinção" da função de cobrador de ônibus é um tema em que todos os envolvidos têm razão. "Quanto mais se usa o cartão, mais a função do cobrador vai mesmo ficando ociosa. Com uma ressalva: cobradores ajudam a fazer outras coisas, como orientar motoristas em manobras", afirma.

"É claro que existe a preocupação com o desemprego e a realocação da categoria nunca vai ser plena. O fim dos cobradores representa redução dos custos das empresas. Por isso, a Prefeitura tem de acompanhar de perto esse processo", afirma. Segundo ele, em média os salários dos cobradores representam 20% da passagem. "Um prefeito em sã consciência não permitira a demissão em massa e também aproveitaria para tentar reduzir o preço da tarifa", diz.

Em nota, a SPTrans respondeu não ter realizado nenhum plano de redução do valor da passagem, uma vez que "não tem estudo que preveja a extinção da função do cobrador".

Se na sua gestão como presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Urbanos de São Paulo entre 1997 e 2000 Gregório Poço foi contra o fim dos cobradores, hoje ele tem uma posição diferente. "Era uma época de recessão e o emprego de cobrador era a salvação de muita gente. Além disso, a população não tinha entendido a bilhetagem eletrônica."

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