Paulo Pinto/AE
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Filhos levaram técnica a estudar e propor medida

Assessora da CET teve contato com o daltonismo há 20 anos, quando descobriu que os filhos tinham disfunção

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2011 | 00h00

A assessora técnica que começou os estudos de adaptação dos semáforos na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) conheceu o daltonismo há cerca de 20 anos. Kátia Moherdaui Vespucci estava lendo um livro com o filho mais novo, então com 15 anos, quando se deparou com o teste de cores de Ishihara (como o do infográfico acima).

O filho perguntou que número Katia enxergava. Após ela responder 74, Gabriel disse que não via nada. Quando percebeu a preocupação e a ansiedade da mãe, tentou escapar com uma resposta ainda mais impactante: "o Bruno também não consegue ver". "Foi então que eu descobri que meus dois filhos eram daltônicos", relembra Katia.

A funcionária da CET passou a pesquisar tudo sobre daltonismo. A relação da doença com o trânsito ela percebeu quando Bruno fez 18 anos e começou os preparativos para tirar a Carteira Nacional de Habilitação, no fim dos anos 1990. Passou sem dificuldades, mas a preocupação da mãe era maior e ela começou a acompanhá-lo na direção à noite para ver como ele se saia.

"Ele ia me contando quais eram as dificuldades no trânsito, o que enxergava, o que era confuso", lembra. Foram essas informações que ela utilizou para começar os estudos na CET. "Não há motivos para que os daltônicos não dirijam. Eles identificam bem as placas de trânsito e os semáforos. O único problema são as luzes à noite", diz.

Bruno Vespucci, hoje com 33 anos, aprendeu a lidar tão bem com as cores que virou ilustrador. Nunca sofreu um acidente de trânsito. "Lembro de uma única vez que chamaram minha atenção porque passei no farol vermelho. Só que tenho certeza que foi por distração e não por ser daltônico", conta.

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