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Filho de Pelé, Edinho consegue regime aberto e vai deixar prisão

Ex-goleiro foi condenado a mais de 12 anos de reclusão por lavagem de dinheiro e tráfico; exame apontou que ele está apto para retornar ao convívio social

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2019 | 20h32

O ex-goleiro Edinho, condenado a mais de 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, obteve nesta quarta-feira, o direito de progressão para o regime aberto. Com isso, ele, que é filho de Pelé, pode deixar a qualquer momento a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, para cumprir o restante da pena em casa. Desde junho de 2018, o ex-atleta já estava em regime semiaberto, com direito a trabalhar e estudar fora da prisão.

Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, iniciou carreira no Santos e jogou em vários clubes brasileiros. Ele chegou a ser condenado a 33 anos de reclusão, mas teve a pena reduzida, em fevereiro de 2017, para 12 anos e 11 meses. Cumpre pena desde 2005, mas nesse período foi libertado algumas vezes por força de habeas corpus para aguardar em liberdade o julgamento de recursos. O último retorno à prisão aconteceu no início de 2017.

Ao liberar o ex-jogador para o regime aberto, a juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté (SP), levou em conta o resultado de um exame criminológico que o considerou apto a retornar para o convívio social fora da prisão. Por preencher requisitos como ter boa conduta carcerária, Edinho já vinha fazendo jus às saídas temporárias previstas na legislação sobre a execução das penas.

A defesa do ex-jogador tinha expectativa de que ele fosse liberado ainda na noite desta quarta. O direito ao regime aberto exige que o condenado obtenha ocupação lícita em até 30 dias, tenha residência fixa onde deve ser encontrado das 20 horas às 6 da manhã, e se mantenha distante de bares e casas de jogos.

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