Filho de Pelé é preso por envolvimento com tráfico de drogas

O ex-goleiro do Santos Edinho e outros quatro suspeitos foram condenados. Ex-jogador não ofereceu resistência, segundo DIG

Zuleide de Barros, Especial para O Estado

08 Julho 2014 | 14h33

Atualizada às 19h27

SANTOS - Edinho, ex-goleiro do Santos FC e filho de Pelé, foi preso na manhã desta terça-feira, 8, em Santos, após ser condenado a 33 anos e 4 meses de detenção pelo crime de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O ex-atleta, que atua como preparador de goleiros no time da Vila Belmiro, não ofereceu resistência ao ser detido em sua própria casa, no bairro Aparecida, por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que foram cumprir determinação da juíza da 1.a Vara Criminal de Praia Grande, Suzana Pereira da Silva.
O ex-jogador havia recorrido da sentença proferida em 1.ª instância, em 30 de maio, mas como seu recurso não foi aceito, a Justiça expediu ordem de prisão preventiva. Edinho foi encaminhado à delegacia do 5.º Distrito Policial, localizado na zona noroeste de Santos, mas seu advogado já anunciou que vai tentar sua transferência para a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, onde o ex-goleiro já esteve detido em 2005, pelo mesmo crime.
Já naquela ocasião, Edinho era acusado de ligação com Ronaldo Barsotti, o Naldinho, apontado como um dos maiores traficantes de drogas da região e que mantinha associação com o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro. O ex-goleiro negou as acusações, afirmando que era apenas dependente de drogas. Seis meses depois, em dezembro de 2005, ele foi solto, ao obter habeas corpus no Superior Tribunal Federal (STJ). Mas em fevereiro de 2006, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro, o que resultou em nova detenção.
Depois de inúmeros pedidos de relaxamento da prisão, incluindo um pedido de habeas corpus que foi negado pela então ministra do STJ, Ellen Gracie, em dezembro de 2006, os advogados de Edinho pediram reconsideração da decisão, quando o ex-atleta deixou a Penitenciária de Tremembé, no dia seguinte.
Junto com o filho de Pelé foram condenados Clóvis Ribeiro, o Nai; Maurício Louzada, o Soldado; Nicolau Aun Júnior, o Véio; e Ronaldo Duarte Barsotti, o Naldinho, que está desaparecido há cinco anos, encontrando-se na condição de foragido, segundo a polícia.
Além das cinco condenações, a Justiça determinou ainda a perda de todos os bens apreendidos durante as investigações da Operação Indra, que resultou na apreensão de mais de cem carros. Os veículos agora passarão a ser de posse da União.

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