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Filho de ex-goleiro Bruno com amante deveria ser morto, diz primo

Principal testemunha do caso, Jorge Luiz Rosa, de 19 anos, afirmou em entrevista à 'TV Globo' que o filho de Eliza com Bruno também seria assassinado

O Estado de S. Paulo

25 de fevereiro de 2013 | 07h52

Atualizada às 13h03

SÃO PAULO - Às vésperas do julgamento do ex-goleiro Bruno, marcado para o dia 4, acusado de mandar matar a amante Eliza Samudio, o primo de Bruno e principal testemunha do caso, Jorge Luiz Rosa, de 19 anos, afirmou em entrevista à TV Globo, exibida nesse domingo, 24, que o filho de Eliza com Bruno também morreria.

Rosa, que era menor à época do crime, em junho de 2010, disse que Bruninho só não foi morto porque o executor de Eliza - após pedido de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo e secretário de Bruno - teria se recusado a matá-lo. Ele afirmou ainda que recebeu uma proposta de Macarrão para matar a atual mulher de Bruno.

Entenda o caso. Eliza Samudio teria sido assassinada por ter tido um filho com Bruno, que não queria pagar pensão à ex-amante. Apesar de diversas buscas, guiadas por denúncias, e de a modelo ser considerada morta, seu corpo nunca foi encontrado. Ela está desaparecida desde junho de 2010.

Bruno e Macarrão são acusados de homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Em julgamento ocorrido em novembro de 2012, Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado; Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada de Bruno, foi condenada a cinco anos de prisão em regime aberto, por sequestro e cárcere privado.

Bruno e mais quatro acusados de envolvimento no crime vão ser julgados em nova audiência,prevista para o dia 4 de março.Eles não foram sentenciados com Macarrão e Fernanda devido a atrasos causados pela troca da equipe de defesa de Bruno e abandono dos advogados de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

Bola, ex-PM, que teria cometido a execução de Eliza, foi denunciado no processo por homicídio e ocultação de cadáver. Outros réus do caso são Dayanne (ex-mulher do goleiro), acusada por sequestro e cárcere privado, Elenilson Vitor da Silva (caseiro, secretário e amigo do goleiro) e Wemerson Marques de Souza, amigo de Bruno.

A Justiça inocentou Flávio Caetano de Araújo, motorista de Bruno na época do crime.Um primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, único acusado de participação no assassinato que estava em liberdade, foi assassinado no fim de agosto de 2012.

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