Fila para o show de Paul McCartney chega a 16 h[ASSINA]Pedro Antunes

A espera chegou a 16 horas. Mas tudo - o sereno da madrugada, o calor da manhã e a ação dos cambistas - foi relevado quando se tem em mãos os ingressos para o segundo e último dia de show do ex-beatle Paul McCartney, no Morumbi, em 22 de novembro. Todas as entradas para a apresentação, 64 mil, foram vendidas no primeiro dia.

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2010 | 00h00

À zero hora de ontem começaram as vendas a clientes dos Cartões Bradesco e American Express. A abertura da bilheteria no Pacaembu para os demais interessados estava programada para as 8 horas. Por conta da grande quantidade de pessoas que acamparam na frente do estádio, a ação foi antecipada para as 6h30. Antes disso, segundo a Plan Music, que está organizando a apresentação, cerca de 60 a 80 cambistas tentaram furar a fila e tiveram de ser afastados por policiais. Conforme a Polícia Militar, não houve prisões.

Nada disso importava para a corretora Sonia Amorim, de 58 anos. De sorriso aberto, ela pediu para que um segurança do local tirasse uma foto dela com os ingressos, o seu e do marido. "O Paul (McCartney) é da minha geração. Vejo muita gente jovem, mas eu que cresci ouvindo os Beatles",disse, após cerca de seis horas de fila.

Numa tentativa de diminuir a ação dos cambistas, foram distribuídas 784 senhas. Às 13 horas, já não havia mais números disponíveis nem garantia de que sobrariam ingressos para todos. A expectativa dos últimos a conseguir senha era de chegar às bilheterias em duas horas.

Uma das últimas da fila, a estudante de História Melanie Lauro, de 21 anos, tinha na senha, também uma das últimas, a garantia de que veria o ídolo. "Dizem que é a última vez que ele vem ao Brasil. Não sei dizer se é verdade ou não, mas é melhor garantir", brincou a jovem.

Ágio. Na terça-feira, já começavam a surgir ofertas de revenda de entradas com ágio na internet. Ingressos que valiam R$ 700 custavam até R$ 2 mil. O gramado comum, em Porto Alegre e em São Paulo, tinha revenda entre R$ 400 e R$ 1 mil.

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