Fila de espera para exames

PROJETO MÃE PAULISTANA

O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2012 | 03h04

Fiz exame pré-natal no dia 28/6 na UBS Vila Carrão, na zona leste. O atendimento das funcionárias foi muito bom e minha consulta ficou agendada para o dia 20/7. Fizeram as guias de exames de sangue e ultrassom, porém, no dia 18/7, faltando dois dias para a consulta, eu não tinha conseguido fazer o ultrassom pelo SUS, por causa da enorme fila de espera. Fiz o exame em laboratório particular, mesmo tendo direito a um atendimento de qualidade pelo SUS, já que paguei por anos o INSS. O sistema de saúde brasileiro ainda continua em segundo plano.

CRISTIANE SARAGUCI / SÃO PAULO

A Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste informa que a sra. Cristiane tem ultrassom obstétrico agendado para o dia 2/8, às 13h10,

no Hospital Sapopemba, tendo sido avisada por telefone no dia 24/7.

A leitora confirma: Recebi realmente o retorno da UBS agendando o exame para o dia 2/8. Espero que não seja apenas uma solução paliativa, e que consiga realmente agendar os próximos exames dentro do prazo necessário, pois conversei com outras gestantes no local e todas estão fazendo os exames em laboratório particular por causa da fila de espera do sistema público de saúde para a realização de exames de ultrassom. O Projeto Mãe Paulistana informa a toda população sobre o direito a um pré-natal de qualidade, com todos os exames necessários, portanto o governo deve fazer valer todo o dinheiro gasto com esse projeto, caso contrário, de nada vale. Os próprios médicos orientam para que os exames de ultrassom sejam realizados em laboratório particular, por falta de estrutura dos hospitais públicos.

AGENTES DA CET

Autuação indevida

Li na Coluna a reclamação da leitora Maria Conceição Wenzel (edição de 20/7, pág. C2) e a mesma situação aconteceu comigo. Logo que criaram no começo deste ano as faixas de ciclovia em Moema no meio da rua (que, por sinal, de tão absurdas foram canceladas quatro meses depois) fui autuada por estacionamento irregular nessas faixas, mas recebi duas autuações iguais: mesmo local, mesmo dia e mesma hora. Se o primeiro agente tivesse deixado a via amarela no para-brisa do carro, provavelmente o outro fiscal não repetiria a multa 14 minutos depois da primeira. Pois bem, recorri e o pedido foi indeferido. Sinto-me impotente diante de atos como esse.

MARIA MACEDO / SÃO PAULO

A CET informa que encaminhará ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), órgão que julga os recursos em 2ª instância, recurso ex-ofício solicitando o cancelamento da penalidade imposta. A leitora deve receber correspondência informando o cancelamento. Esclarece que, para a primeira autuação, a via amarela foi deixada pelo agente de trânsito no para-brisa. O que pode ter acontecido é ela ter sido retirada. O segundo agente, ao fiscalizar o local, pela inexistência da via amarela, lavrou a segunda autuação e, equivocadamente, não deixou a via amarela no para-brisa do veículo.

A leitora diz: A impressão é de que o setor da CET analisa os recursos por amostragem apenas carimbando "indeferido". O abuso é tão evidente que não consigo entender por que o pedido foi negado.

CARAGUATATUBA

Rua inacessível

Há 58 anos adquiri um terreno no então denominado Balneário Massaguaçu, mas, infelizmente, não consigo chegar ao local porque o trecho da rua em que ele se situa (Rua Itália Baffi Magni) continua inacessível: sem leito carroçável e escondido no meio do mato. O IPTU tem sido pago regularmente, tanto que já recolhi aos cofres municipais o equivalente a quase duas vezes e meia o valor venal do terreno. A rua só existe na Secretaria de Finanças da Prefeitura da Estância Balneária de Caraguatatuba. Até quando?

NELSON WEINGRILL / SÃO PAULO

A Prefeitura de Caraguá, por meio da Secretaria de Obras, informa que o bairro Massaguaçu recebeu guias, sarjetas e perenização (troca de solo e preparação de caixa de pavimento) em 74 vias, incluindo a Rua Itália Baffi Magni. Diz que está programada a instalação de guias e sarjetas no trecho restante da rua para posterior pavimentação. Esse serviço está em andamento e beneficia toda a extensão da via citada.

O leitor contesta: Caminhões - não sei se da prefeitura ou não - estão despejando lixo no trecho em que se situa meu terreno. A impressão que tenho é de que a previsão da Secretaria de Obras só se tornará realidade no próximo século. É uma vergonha. A rua está cada vez menos acessível!

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