Armando Ferraz/Futura Press
Armando Ferraz/Futura Press

Show pirotécnico com fogos de artifício silencioso garante espetáculo na Avenida Paulista

Lulu Santos fez a contagem regressiva para 2020 e enfatizou entre as músicas que 'toda a forma de amor é válida'; entre o público, estavam pessoas vindas do Ceará

Ana Paula Niederauer, O Estado de S. Paulo

31 de dezembro de 2019 | 22h33
Atualizado 01 de janeiro de 2020 | 23h27

SÃO PAULO - Cerca de dois milhões de pessoas assistiram durante dez minutos ao show pirotécnico silencioso na passagem do ano-novo na Avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo. Quem virou a noite de 1° de janeiro de 2020 foi o cantor Lulu Santos, que assumiu o comando após os shows de Anavitória e Marcos e Belutti.

O público presente cantou e dançou ao som de grandes hits como Toda a Forma de Amor De repente Califórnia. Na sequência, Lulu fez a contagem regressiva para a chegada de 2020 e encerrou sua apresentação com a música O Descobridor dos Sete Mares.

Entre as canções, ele fez questão de enfatizar que "toda a forma de amor é válida e que luta contra a homofobia". O público desta edição do evento superou o show da virada de 2019, que atraiu 1,9 milhão de pessoas ao local, segundo os organizadores.

Maria Costa, de 49 anos, o marido Francisco Costa, de 50 anos, e a filha Marina Costa, de 18 anos, chegaram à Avenida Paulista por volta das 19 horas. "É a primeira vez que participamos desta linda festa na Paulista. É uma energia incrível", disse Maria.

Já Maiara Silva, de 25 anos, levou o filho Adrian Guilherme Silva, de cinco anos, para celebrar a chegada de 2020."Trouxe o meu filho para ver os fogos de artifício. Ele está encantado com os shows e com a queima de fogos. Com certeza, no ano que vem tem mais", disse Maiara.

Mais tarde, quem subiu ao palco foi o grupo baiano Chiclete com Banana, que assumiu o penúltimo show da noite da virada. O encerramento da festa foi feito pela escola de samba Rosas de Ouro.

Esse foi o segundo ano consecutivo em que os visitantes assistiram a um espetáculo de luzes com ruídos reduzidos. A medida cumpre a Lei Municipal 16.897/18, que tem como objetivo evitar que o barulho dos fogos de artifício provoque mal-estar em idosos, crianças e animais domésticos.

Conforme a Prefeitura de São Paulo, os fogos desse tipo, quando entram em contato com o calor, emitem chamas de diferentes cores na forma de luz, mas emitem ruídos sem o estampido. 

Após a festa, 350 garis das equipes de varrição da Prefeitura recolheram 66,5 toneladas de resíduos. A Paulista foi lavada com 70 mil litros de água de reuso e 300 litros de desinfetante. Durante a festa, a população teve 22  PEVs (Pontos de Entrega Voluntária de recicláveis), dez containers, 118 papeleiras e 150 cestos aramados, de acordo com a Prefeitura. 

Mais cedo

A festa teve início às 18h da última terça-feira, 31. Pelo palco de 16 metros de altura por 20 metros de comprimento, localizado no trecho entre as ruas Bela Cintra e Haddock Lobo, passaram a dupla Anavitória e os sertanejos Marcos e Belutti.

Tereza Nascimento, de 50 anos, e a filha Bianca Nascimento, de 15 anos, chegaram às 14h30 na Avenida Paulista para ver de perto a dupla Anavitória. "É a primeira vez que passamos o réveillon na Paulista. Está tudo maravilhoso. Com certeza voltaremos em outras viradas de ano", disse Tereza.

Já a Samile Alves, de 31 anos, veio de Sobral, no Ceará, acompanhada do noivo, Wótila Carneiro, de 37 anos, e da prima Vitória Alves, de 19 anos, para conhecer São Paulo e aproveitar a virada do ano no cartão postal da cidade. "Nós chegamos por volta das 17h30 na avenida. Estamos muito felizes de estarmos aqui. Esperamos que 2020 seja um ano de grandes conquistas, cheio de paz e saúde para todos", disse Samile.

Pesquisa 

Uma pesquisa feita pelo Observatório de Turismo e Eventos da SPTuris, durante a festa de réveillon de 2019, para medir o impacto econômico do evento, com mais de 1,2 mil pessoas durante os shows, apontou que se tratando de gênero, o público predominante é de mulheres, com 52%, sendo 28% na faixa etária de 18 a 24 anos e 35% com ensino médio.

Já ao analisar o público de modo geral, os pesquisadores também perceberam que os moradores da capital paulista continuam sendo a maior parte dos presentes, com 59%, sendo que 32% estavam acompanhados da família e 36% usaram o metrô para chegar ao local. 

No entanto, o presidente da São Paulo Turismo, Osvaldo Arvate Júnior, enfatizou que houve um crescimento do evento de 2020, em relação aos dos outros anos. "Essa festa representa uma grande revolução na forma de São Paulo ver o réveillon. Todas as pessoas são bem vindas. É uma cidade que está pronta para acolher todo esse público e é por isso que trabalhamos para fazer esta festa alto-astral", disse Júnior.

Na manhã desta quarta-feira, 1º, a Prefeitura divulgou nota informando que a festa movimentou R$ 600 milhões. Ao todo, a montagem e a operação do palco e das demais estruturas da festa empregou 2,7 mil trabalhadores.

"A ocupação de apartamentos na região da Avenida Paulista, contemplando os distritos de Bela Vista, Jardim Paulista, Consolação e Vila Mariana, de acordo com o Observatório de Turismo e Eventos da SPTuris, foi de 80%,  alcançando as expectativas para o período. A taxa média, em todo o mês de dezembro, costuma ser de 55%", disse a nota.

 

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