JOSE PATRICIO/ESTADAO
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Ferroviários de SP decidem parar linhas da CPTM nesta quarta

Trens das linhas 11-Coral, 12-Safira, 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM não circularão; nova assembleia está marcada para as 14h

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

02 Junho 2015 | 19h59

Atualizada às 21h12

SÃO PAULO - Os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram, em assembleia na noite desta terça-feira, 2, entrar em greve na quarta-feira, 3. Os trens das linhas 7-Rubi (Luz-Jundiaí), 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra), 11-Coral  (Luz-Estudiantes, em Mogi das Cruzes) e 12-Safira (Brás-Calmon Viana) não vão circular desde zero hora. Apenas as Linhas 8-Diamante e 9-Esperalda vão funcionar normalmente.

O Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região (TRT-2) fez na tarde desta terça a terceira audiência de conciliação entre a CPTM e quatro sindicatos de trabalhadores. O encontro terminou com duas novas propostas feitas pela empresa: a primeira de reajuste salarial com base no Índice de Preços ao Consumidor (IPC/Fipe) mais 1% por produtividade – total de 7,72% – e 10% de reajuste para os demais benefícios (vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-maternidade). A segunda, de 8,25% de reajuste linear (para salário e benefícios). A categoria reivindica 7,89% de reajuste mais 10% de aumento real.

Paridade. O vice-presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Mauricio Alves de Matos, afirmou que as propostas ainda estão abaixo do esperado e reclamou da distorção na comparação com os benefícios dados aos metroviários. “Lá, os benefícios são sempre maiores. Pedimos uma igualdade e a resposta da CPTM foi reajuste de 8,25% para salário e benefícios, muito aquém do que a categoria esperava.” Metroviários aceitaram na segunda a proposta do governo de reajuste de 8,29%.

Uma nova assembleia dos ferroviários está marcada para as 14 horas desta quarta, quando os sindicatos vão avaliar uma eventual nova proposta da empresa e decidir se continuam com a paralisação. Uma liminar dada pela Justiça proíbe a liberação de catracas e determina contingente mínimo de 90% do efetivo de maquinistas e 70% de demais atividades nos horários de pico, além de efetivo de 60% nos demais horários.

A CPTM disse nesta terça, por nota, considerar “irresponsável” a decisão dos sindicatos de paralisar os serviços e ressaltou que vai contra a recomendação da Justiça de continuar as negociações sem fazer greve até a próxima audiência, no dia 11.

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