Jose Patricio/AE-30/3/2011
Jose Patricio/AE-30/3/2011

Fernão terá novo terminal de cargas

Prefeitura prevê concessão de 35 anos a empresa que construir entreposto; obra de R$ 750 milhões deve ficar pronta no ano que vem

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2011 | 00h00

Para segurar os caminhões do lado de fora da cidade, a Prefeitura de São Paulo vai construir um terminal de cargas no cruzamento entre as Rodovias Fernão Dias e Dutra. O entreposto terá 500 mil m² de área e custará R$ 750 milhões. O objetivo é possibilitar que carretas sejam descarregadas ali, deixando de congestionar vias como a Marginal do Tietê e as Avenidas do Estado e Salim Farah Maluf. A obra deve ser entregue em 2012.

Atualmente, há um terminal privado a poucas quadras dali, na Vila Medeiros, na zona norte, mas caminhoneiros reclamam que sua capacidade já está esgotada. Como resultado, pátios clandestinos começaram a ser explorados em terrenos no entorno e há filas de carretas na região. Com o novo terminal, a Prefeitura pretende tanto resolver esse problema quanto criar condições para que, no futuro, seja adotada uma restrição mais severa aos caminhões em São Paulo.

Uma decisão assim só será possível após a inauguração do Trecho Norte do Rodoanel - o governo estadual planeja entregar essa parte do anel viário em 2014. Assim, os caminhões vindo de Minas Gerais ou do Rio com destino ao Porto de Santos ou ao interior poderão usar o Rodoanel, sem passar por São Paulo. Já os que forem abastecer a capital teriam de descarregar no novo entreposto e deixar a parte final do transporte para veículos urbanos de carga (VUCs). A Prefeitura espera, no entanto, que essa prática seja adotada quando o terminal for inaugurado, independente de o Trecho Norte do Rodoanel estar funcionando.

O projeto está sendo feito na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho e ficou pronto no fim do mês passado. A previsão é que o edital para licitação da obra seja lançado até junho e os trabalhos comecem em setembro. A Prefeitura estima que uma parte do pátio poderá ser inaugurada no fim da gestão Gilberto Kassab (PSD), mas o funcionamento completo só começaria alguns meses depois.

Privatização. Segundo o titular da pasta de Desenvolvimento, Marcos Cintra, o terminal será custeado pela iniciativa privada, que, em troca, poderá explorar o entreposto por 35 anos. "A expectativa é que o vencedor pague à Prefeitura cerca de R$ 100 milhões nesse período pelo direito de explorar o terminal", diz. O pátio será construído às margens da Fernão, onde já existem os estacionamentos irregulares.

A promessa é que esse será o terminal mais moderno do País. Segundo o projeto, haverá um painel eletrônico mostrando os caminhões autorizados a entrar, marcação de horários por telefone e internet, empresas de logísticas e de aluguel de VUCs, oficinas de caminhões, hotel para os motoristas, restaurantes e outras funcionalidades.

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