‘Felizmente são poucos’, diz Suplicy sobre Marcha da Família

Senador petista, que deve concorrer à reeleição, discursou na passeata que contrapôs o manifesto em favor do retorno dos militares ao poder

Luiz Fernando Toledo - O Estado de São Paulo,

22 Março 2014 | 21h57

SÃO PAULO - O senador Eduardo Suplicy criticou neste sábado, 22, os defensores do retorno do regime militar e, dizendo-se seguidor de Martin Luther King e Gandhi, defendeu a paz e a 'causa da democracia'. "Se essas pessoas que estão com saudade do regime militar pensarem um pouco de como era inteiramente absurdo...", comentou.

O petista fez um discurso de poucos minutos em um carro de som na Marcha Antifascista, protesto que teve início na tarde deste sábado na Praça da Sé, em contraponto à Marcha da Família com Deus, também realizada no centro da capital paulista. "Eu vim aqui porque sou inteiramente solidário à causa da democracia, eu acho que de maneira alguma podemos voltar aos tempos do regime militar", afirmou o senador.

"Temos um conjunto de pré candidatos, inclusive a presidente, que estão num espectro mais progressista. Não vejo candidatos à presidência defendendo objetivos fascistas e ditatoriais", argumentou Suplicy.

Para ele, "felizmente são poucos" os que fazem caminhada com saudosismo ao regime militar. "Nós precisamos construir o Brasil por meios democráticos. Eu aqui conclamo todos, inclusive black blocks e Anonymous, a sempre caracterizar suas ações e protestos pela não violência", disse o senador, que disse se considerar um seguidor de Martin Luther King e Gandhi.

Eleições. Suplicy ainda aproveitou o momento para declarar que o País vive um momento de liberdades democráticas "inclusive para avançar no aperfeiçoamento de nossas instituições democráticas", explicou. Em seguida, saiu em defesa do fim das contribuições de pessoa jurídica às campanhas eleitorais.

"Estamos batalhando para que se termine as contribuições de PJ para partidos e candidatos, para que haja apenas contribuições de pessoas físicas até um certo montante". Ele ainda ressaltou a necessidade de que todas as contribuições sejam exibidas no site do partido ou do candidato.

As duas marchas - da Família e Antifascista - começaram por volta das 16 horas e terminaram com seis pessoas detidas e situações de confronto.

A Marcha da Família, uma tentativa de reeditar o movimento que reuniu meio milhão de pessoas em 1964, partiu da Praça da República em direção à Sé. Já a Marcha Antifascista, uma resposta ao movimento de direita, saiu da Sé em direção ao antigo prédio do Dops, na Luz.

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