Feita refém, gerente é baleada em tentativa de assalto a banco

Vigia também foi ferido e um dos ladrões morreu em agência da zona norte; um criminoso fugiu e outro acabou preso

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2011 | 03h01

A gerente Débora Aparecida Evangelista, de 32 anos, foi baleada no pescoço e no braço, ontem, durante tiroteio em agência do Bradesco na Água Fria, zona norte de São Paulo. A polícia investiga se as balas que a atingiram partiram dos bandidos ou, acidentalmente, dos vigilantes. A tentativa de assalto deixou também um dos vigias ferido no braço. Um suspeito foi morto.

O crime aconteceu por volta das 11h15 na agência próxima da Academia do Barro Branco, da Polícia Militar, na esquina das Avenidas Nova Cantareira com Água Fria. Os três suspeitos entraram juntos no banco, que não tem porta detectora de metal. Dois deles ficaram sentados na área de atendimento e o terceiro foi para a fila.

Segundo a polícia, um dos criminosos que estava na área de atendimento puxou a gerente pelo pescoço, tomando-a como refém e despertando a atenção de um dos vigilantes. Foi o estopim para que começasse o tiroteio. Ainda não se sabe se foi o funcionário da segurança do banco, com um revólver calibre 38, ou o suspeito, com uma pistola Glock 380, quem disparou primeiro.

O segundo suspeito, que até então permanecia sentado, disparou contra o outro vigilante da agência, Valmir André dos Santos, de 36 anos. Ele foi baleado no braço e não corre risco de morte. O criminoso conseguiu fugir em um Vectra preto e não havia sido localizado pela polícia até ontem à noite.

O suspeito que tomou a gerente como refém foi baleado e morreu no local. Segundo a polícia, mesmo caído, o bandido ainda tentou atingir os seguranças - ele não havia sido identificado até a noite de ontem.

Débora foi levada para o pronto-socorro do Hospital São Camilo, em Santana. Durante a tarde, ela passou por uma neurocirurgia. Segundo o hospital, a família da gerente não autorizou a divulgação de mais informações sobre seu estado de saúde.

Do lado de fora da agência, policiais prenderam o ajudante Diogo Borges Vieira, de 25 anos. Ele foi identificado por testemunhas como o terceiro criminoso. Questionado, disse que estava na fila para pagar contas, mas no envelope que carregava trazia somente duas folhas brancas de papel sulfite. No seu celular, havia duas ligações para o telefone do bandido morto.

Foram disparados pelo menos 20 tiros na agência, com armas de diferentes calibres, tanto por parte dos bandidos quanto dos vigias. A perícia e câmeras do circuito interno deverão apontar o que de fato aconteceu.

O caso foi registrado como tentativa de latrocínio e resistência seguida de morte na 5.ª Delegacia do Patrimônio (roubo a banco), do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). O Bradesco disse que não vai se pronunciar.

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